'Não descartamos nenhuma hipótese', diz delegado sobre morte de agente

Segundo a Seap, vítima foi cedida em 2002 à Alerj mas só começou a trabalhar como assessor da Presidência em 2007

Por O Dia

Rio - O agente penitenciário Luiz Rogaciano Pinheiro Cutalo, de 56 anos, foi assassinado com pelo menos oito tiros na manhã desta segunda-feira, em Brás de Pina, Zona Norte do Rio. Ele trabalhava na Presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O delegado titular da Delegacia de Homicídios da Capital, Rivaldo Barbosa, não descartou nenhuma hipótese para o crime. “Temos que analisar todas as possibilidades”, afirmou o delegado.

Homem executado na Zona Norte era agente penitenciário lotado na Alerj

Segundo informações da polícia, Rogaciano dirigia um Corsa quando um homem em uma motocicleta emparelhou com o carro na esquina da Avenida Brás de Pina com Rua Criciúma, e efetuou um disparo. Mesmo ferido, Rogaciano saiu do carro e foi novamente atingido. Rogaciano não resistiu e morreu no local. O criminoso conseguiu fugir. Uma pistola calibre 380 foi encontrada no carro da vítima. 

Luiz Rogaciano era inspetor penitenciário lotado na AlerjReprodução

Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Rogaciano foi cedido em 20 de março de 2002 à Alerj. Entretanto, a Casa informou que ele só começou a trabalhar como assessor parlamentar no gabinete da Presidência em 2007.

Em nota, a Alerj informou que seu trabalho era requisitado devido a sua “liderança reconhecida no conjunto Parque Novo, onde vivia com a família”.

Rogaciano deixa mulher e dois filhos — um menino de 12 anos e uma menina de seis. O presidente da Alerj, Jorge Picciani, lamentou a morte e pediu ‘apuração rigorosa’. Ele ressaltou que a vítima não era seu segurança particular e nem de sua família.

“Mais conhecido como Saraiva, ele tinha comigo uma uma relação antiga de apoio político, que sempre se portou de forma íntegra e a quem sempre dedicarei minha gratidão pela lealdade e apoio. Estou solicitando ao chefe de Polícia, delegado Fernando Veloso, apuração rigorosa desse crime e prisão os assassinos”, disse o presidente em nota. Os agentes da especializada agora buscam testemunhas e imagens de câmeras de segurança.

Últimas de Rio De Janeiro