Traficantes invadem condomínio e fazem mulher refém na Zona Norte

Polícia nega registro de ocorrência denunciada pelo WhatsApp e detalhada na página do condomínio no Facebook

Por O Dia

Rio - Traficantes em fuga fizeram, na manhã desta quarta-feira, uma mulher refém dentro do condomínio residencial onde ela mora, no bairro do Engenho da Rainha, na Zona Norte. Segundo informações chegadas através do WhatsApp do DIA (98762-8248), por volta das 7h15, quatro marginais renderam a moradora que estava no estacionamento do condomínio, localizado na Estrada Adhemar Bebiano, 4.800. A vítima foi obrigada a levar os bandidos até a Favela da Galinha, que fica perto do local.

Moradores usaram o Facebook para relatar a ação dos criminosos que aconteceu na manhã desta terça-feiraReprodução Facebook

Os bandidos invadiram o condomínio por uma mata que fica perto da Escola Municipal Levy Neves, que teve suas atividades interrompidas nesta tarde, prejudicando 150 alunos. Segundo informações, a vítima, que estaria aniversariando nesta quarta, não teve nenhum pertence roubado e foi liberada em seguida pelos marginais. Um morador que não quis se identificar afirmou que o tiroteio entre os traficantes do Morro do Juramentinho e Galinha acontece praticamente todos os dias.

"Esse tiroteio é diário aqui. Moro aqui desde 1990 e nunca tinha visto o que acontece hoje. Os bandidos expulsaram as pessoas que viviam num sítio aqui atrás do condomínio e ocuparam o local. Eles já avisaram que se estivermos jogando futebol e a bola cair lá, não podemos pular o muro", relatou.

A Polícia Civil afirmou que não foi feito nenhum boletim de ocorrência nas delegacias próximas ao local do crime. No entanto, numa página do condomínio residencial no Facebook, moradores relataram a ousadia dos marginais.

"Verdade, hoje de manhã no Bloco 9. Bandidos pularam o muro da quadra e obrigaram a menina a levar eles até a Favela da Galinha!", escreveu um morador. "Meu Deus! Meu filho e muitas crianças ficam esperando as vans perto desse horário aqui dentro pra irem à escola. Apavorada! Daqui a pouco entram nas nossas casas", teme outra moradora do conjunto residencial.

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