Homem é acusado de assustar passageiras dentro de frescão

Técnico de informática foi autuado por ato obsceno na delegacia e liberado

Por O Dia

Rio - ‘Eu peguei o ônibus de sempre, no Méier, e fiquei trabalhando no celular. Quando fui descer no ponto final, no Centro, olhei um cara pelado na minha diagonal, se masturbando e olhando para mim. Minha reação espontânea foi gritar e sair correndo’, desabafou uma advogada de 27 anos.

O crime, ocorrido na última quinta-feira, não seria o primeiro do técnico em informática de 25 anos, casado e que estudou em bons colégios particulares do Méier. A advogada conta que, no dia do acontecimento, antes de chamar um carro de polícia que estava na Avenida Antônio Carlos, no Centro, outra passageira contou também ter sido vítima do mesmo homem dias antes, no ônibus.

Nesta quarta-feira, outra moradora do Méier fez desabafo semelhante no Facebook, contando ter passado por um caso idêntico, na mesma linha de ônibus especial. “(...)Quando olhei para o lado, vi um rapaz jovem olhando para mim... e se masturbando! Levantei, troquei de lugar e comecei a chorar, chorei muito. O motorista me disse que era a terceira vez, somente no mês de agosto, que isso acontecia. E que eu deveria ter avisado, gritado, chamado a polícia”, disse a passageira, em desabafo na rede social.

A vítima contou que não teve coragem de denunciar o agressor. “Fui fraca, impotente e não reagi. Enfim, difícil expor tudo isso, mas eu divido para que vocês não sejam omissas como eu, não se sintam oprimidas, reajam, gritem, lutem, façam alguma coisa”, concluiu a internauta.

A Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato e que o passageiro foi ouvido, autuado por ato obsceno e liberado. A advogada informou que entrou em contato com a outra passageira que conta ter passado pelo mesmo problema e pediu que ela também prestasse depoimento na 5ª DP (Mem de Sá). E orientou às demais vítimas que façam o mesmo.“Só assim a Justiça pode tirar esse cidadão do convívio social. Ele tem que se tratar, sei lá, mas na rua ele não tem a menor condição de permanecer”, opinou.

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