Homem tem bicicleta roubada e fica ferido no Aterro do Flamengo

Mulher da vítima denunciou caso em rede social. PM afirma que região tem policiamento; moradores criticam

Por O Dia

Rio - Um homem teve a bicicleta roubada no Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio, no início da manhã desta quinta-feira. A jornalista Ana Luiza Halla, mulher da vítima, contou em sua página no Facebook que o marido, identificado como Alfredo Hirsch, 46 anos, foi assaltado enquanto treinava. "Três caras levaram a bike dele", disse. Ela postou na rede social uma foto da bicicleta pedindo o compartilhamento da imagem às pessoas para que a mesma fosse encontrada.

De acordo com Ana Luiza, durante a ação dos criminosos, Alfredo acabou sofrendo uma fratura na clavícula e se machucou, "mas está bem". Ainda não há detalhes sobre como os ladrões o abordaram, no entanto, segundo informações, ele teria levado uma pedrada na cabeça, enquanto pedalava, próximo ao Hotel Glória. O homem foi encaminhado para o Hospital Samaritano, em Botafogo. Segundo a unidade, a família não permitiu que seu estado de saúde fosse divulgado.

Após homem ser agredido%2C três homens roubaram sua bicicleta no Aterro Reprodução / Facebook

A Polícia Militar disse que policiais do 2º BPM (Botafogo) foram acionados para o caso, mas, quando chegaram ao local, a vítima já havia sido socorrida. Em seguida, os agentes seguiram para a delegacia da região para buscar informações sobre a ocorrência.

Por meio de nota, a corporação afirmou que realiza diariamente ações no Aterro do Flamengo, Praias do Flamengo e de Botafogo com o objetivo de diminuir os roubos e furtos na região. O patrulhamento é feito por viaturas, grupamento de motos, quadriciclos e policiamento a pé que realizam rondas.

"O batalhão possui um planejamento estratégico e operacional que estuda a mancha criminal, o que possibilitou uma redução em julho deste ano, de 8,7% no total de roubos e 18% no total de furtos", disse.

Ainda segundo a PM, o comandante do 2º BPM, coronel Marcio Rocha, utiliza redes sociais para esclarecer crimes e ampliar o policiamento nas localidades de sua responsabilidade. "As postagens de moradores em um grupo público permitem que o Comando do batalhão trace estratégias de patrulhamento com agilidade nos bairros do Flamengo, Laranjeiras e adjacências, na Zona Sul. Desde que a tecnologia passou a ser usada, prisões e apreensões foram realizadas", afirmou.

Moradores, no entanto, dizem que o policiamento no Aterro do Flamengo é deficiente. "Caminho todo dia e só vejo um policial em um quadriciclo perto da Marina da Glória. E isso não acontece apenas de manhã, é o dia inteiro. Estamos entregues a sorte!", postou uma mulher em um grupo no Facebook. Muitos usuários da rede social concordaram com ela.

De acordo com a 10ª DP (Botafogo), um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do fato. A unidade aguarda alta médica da vítima para depoimento. Policiais fazem buscas por imagens e testemunhas que possam ajudar a encontrar os autores do crime. O caso foi encaminhado para a 9ª DP (Catete), área onde ocorreu o crime.

Em nota, a Comissão de Segurança no Ciclismo da cidade do Rio de Janeiro (CSC-RJ) lamentou que "mais um atleta tenha sido vítima de violência e roubo de bicicleta na cidade". Segundo a CSC-RJ, esse foi o primeiro caso de roubo de bicicleta na Área de Proteção ao Ciclismo de Competição (APCC). A organização afirmou ainda que episódios desse tipo evidenciam que "as medidas tomadas até aqui ainda não foram suficientes para evitar esses incidentes". E a comissão destacou ainda que está se mobilizando para estudar novas medidas a favor da segurança para os ciclistas.

LEIA: Defensoria vai recorrer da condenação a menor suspeito da morte de médico

Caso Jaime Gold

Em maio deste ano, o médico Jaime Gold foi morreu, após ser abordado e esfaqueado por menores quando pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul da cidade. O caso ainda não foi encerrado. Em julho, a Defensoria Pública do Rio anunciou que iria recorrer da decisão que condenou um terceiro menor, acusado de envolvimento na morte, a cumprir medida socioeducativa em unidade de internação.

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