Polícia Civil faz operação contra o tráfico de drogas em São Fidélis

Líderes da quadrilha comandam ações criminosas de dentro do presídio em Campos. Mais de 20 pessoas já foram presas

Por O Dia

Rio - Uma operação para desarticular o tráfico de drogas no município de São Fidélis, no Norte Fluminense, realizada nesta quinta-feira, pelos agentes da 141ª DP (São Fidélis), prendeu 25 pessoas, sendo três em flagrante. Membros de quatro grupos distintos foram denunciados na Justiça pela prática de diversos crimes, como tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção de menores e lavagem de dinheiro. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público acompanhou a ação.

A denúncia aponta também que os líderes das quadrilhas comandam as ações criminosas dentro do presídio Carlos Tinoco da Fonseca, em Campos dos Goytacazes.

A Operação Apocalipse tinha com objetivo cumprir 27 mandados de prisão, sendo 26 por tráfico de drogas, um por estupro, e 68 mandados de busca e apreensão. Esses estão sendo cumpridos em estabelecimentos comerciais, residências e em algumas cadeias onde alguns denunciados cumprem pena. Segundo a investigação, a quadrilha tinha um jeito particular de atuação. Eles recebiam as drogas e enterravam os produtos, dificultando as apreensões policiais. Foram apreendidos dois revólveres calibre 38 e pequena quantidade de droga.

Entre os denunciados pela Justiça estão Igor de Souza Bicudo, o Igor Bicudo, Antônio Marcos Miranda de Castro, o AM, e Tiago Mendonça de Barros, o Bigoel. Mesmo presos, os três controlavam suas respectivas quadrilhas dentro da cadeia. Douglas Vinícius Amorim, o Dogão, que faz parte do grupo de Bicudo também foi denunciado. Ele esteve envolvido na tentativa de homicídio do ex-secretário de Estado de Segurança, Josias Quintal, em junho de 2009. Já Leonardo Pinto da Silva, o Léo Gordo, foi preso nesta manhã.

Ainda segundo a denúncia, a investigação contou com interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça. As provas demonstram a forma de operação dos grupos criminosos. Parte da droga (cocaína, maconha e crack) era obtida nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo e no município de Campos, para ser revendida em São Fidélis.

Os criminosos embalavam as drogas em pequenas porções. Elas eram pesadas em balanças de precisão e distribuídas entre vários integrantes responsáveis pela venda no varejo. Mulheres e adolescentes eram usados para o transporte dos entorpecentes a fim de evitar abordagem policial.

As drogas eram negociadas em bares, em locais próximos ao Fórum de São Fidélis, na Estação Rodoviária da cidade, assim como próximo ao Ginásio Poliesportivo, onde, de acordo com as investigações, há maior concentração de consumidores.

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