Investigada na Lava Jato, empresa fatura R$ 4,4 bilhões com Petrobras

Cinco empresas do conglomerado — Hope, Hopevig, Elfe, Easy Car e Solvian — assinaram 198 contratos com a estatal

Por O Dia

Rio - Acusada de pagar propina para ser favorecida na Petrobras, a Hope Recursos Humanos integra o Grupo WRR, que, entre 2007 e 2015, foi chamado para fazer serviços na estatal que somam R$ 4,448 bilhões.

Cinco empresas do conglomerado — Hope, Hopevig, Elfe, Easy Car e Solvian — assinaram 198 contratos com a Petrobras. Quase todos foram obtidos em concorrências simplificadas, feitas por cartas-convite, o que passou a ser admitido na petroleira em 1998, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso.

José e Zeca Dirceu
Segundo o delator Milton Pascowitch, o ex-ministro José Dirceu era um dos que recebiam dinheiro do grupo. Em 2010, seu filho Zeca Dirceu obteve, para sua campanha eleitoral, R$ 10 mil do presidente da Hope, Wilson da Costa Ritto Filho, o “Junior”. Dois diretores de empresas do WWR foram interrogados na Lava Jato.

Em Petrópolis
Procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio apura se empresas do WRR foram favorecidas, a partir de 2010, em licitações na Câmara de Petrópolis. Um dos suspeitos é o ex-vereador Luiz Eduardo Francisco da Silva, o Dudu, do PSDC. Em 2008 e 2010, ele recebeu R$ 380.640 em doações feitas por “Junior”, pela Hope e pela Hopevig. Em 2010, o presidente da Câmara era Bernardo Rossi, hoje secretário estadual de Habitação.

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