Sociólogo de Vigário Geral perde sobrinho e desabafa no Facebook

Caio Ferraz lamentou a morte de Victor Hugo Ferraz de Sá

Por O Dia

Victor foi encontrado mortoReprodução

Rio - Uma das principais lideranças surgidas após a chacina de Vigário Geral, em 1993, o sociólogo Caio Ferraz, ex-morador da comunidade e que teve de deixar o país devido às ameaças de morte sofridas, reviveu o drama de uma tragédia. Mais de duas décadas após o crime, o ativista em defesa de direitos humanos percorreu várias comunidades em busca do sobrinho Victor Hugo Ferraz de Sá, morador de Gramacho, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que estava desaparecido durante dias.

Terça-feira, o jovem foi encontrado morto em Belford Roxo. Novamente exposto à dor do assassinato de uma pessoa próxima, Ferraz fez desabafo emocionado na rede social. “A dor que minha irmã sentiu hoje é a mesma dor que sentiu a mãe do Amarildo, a mãe do menino Eduardo de Jesus, e agora está sentindo a mãe do menino Cristian de Manguinhos. Também é a mesma dor que sente a mãe de um policial que perde a vida na cruel batalha sangrenta que tem dizimado centenas de pessoas neste país”, desabafou Ferraz.

“Quando o Rio estiver acendendo a tocha dos Jogos Olímpicos, cerca de 27 mil mães terão sepultado seus filhos na guerra mais insana que a História Moderna já teve conhecimento: o extermínio de jovens pobres num dos países mais ricos do planeta”, escreveu.

Últimas de Rio De Janeiro