Do batidão às artes plásticas, cariocas se divertem com fim de semana cultural

Programação teve shows, exposições e fim da Bienal do Livro, com público recorde

Por O Dia

Rio - Domingo é dia de arte, bebê! E para todas as tribos. Neste domingo, o Rio foi palco de eventos de música, artes plásticas e literatura. Em um fim de semana cultural, o Largo da Carioca e a Praça Tiradentes cederam espaço para a Rio Parada Funk, o Riocentro lotou na despedida da Bienal do Livro. Já o Pier Mauá e o Centro Cultural Ação da Cidadania, respectivamente, receberam o ArtRio e o ArtRua.

Nem a chuva atrapalhou os fãs do pancadão, que compareceram ao evento que faz parte do calendário oficial da cidade desde 2013. Ao meio-dia, DJs já agitavam os dois palcos do evento, que, segundo a estimativa da organização, receberam cinco mil pessoas cada.

A estudante Denise Letícia saiu de Petrópolis para se jogar no baile funk a céu aberto no Centro do RioBruno de Lima / Agência O Dia

No Largo da Carioca, o batidão que faz sucesso no momento foi a atração principal. “Vim de Petrópolis para curtir a Rio Parada Funk. Quero ver todos os shows e dançar muito. Sou funkeira com muito orgulho”, frisou a estudante Denise Letícia Presciliano, de 19 anos. O evento, que teve shows de Naldo Benny, Lexa e dos MCs Nego do Borel e Duduzinho, está na quinta edição.

No Pier Mauá%2C o público apreciou obras de artistas renomadosBruno de Lima / Agência O Dia

“A Rio Parada Funk só é possível pelo apoio da Prefeitura e pela força da massa funkeira, que é quem, na verdade, faz o baile acontecer. Com ou sem chuva, o nosso sonho não vai terminar”, comenta Mateus Aragão, idealizador do evento, citando a música que fez sucesso em 1996 na voz de Claudinho e Buchecha.

Se, no Largo da Carioca, o batidão que marca presença nos bailes atuais foi o mais ouvido, na Praça Tiradentes o agito ficou por conta do que fez sucesso nos anos 80 e 90. “Apesar de ser novo, curto o funk da antiga, que é mais a praia desse palco. Para quem gosta de música, chuva é só um detalhe”, diz o DJ Gabriel Fonseca, 25, morador de São

Evento de arte urbana reuniu milhares de pessoas em sua 5ª ediçãoBruno de Lima / Agência O Dia

Enquanto o funk fazia os fãs do gênero descer até o chão, a 17ª Bienal do Livro do Rio foi encerrada com o público recorde de 676 mil visitantes nos 11 dias do evento. E a crise não afetou a venda de livros, que foi 10% maior do que na edição de 2013.

Região Portuária reúne arte para todos os gostos

A chuva de ontem ajudou os eventos de artistas plásticos. O ArtRua bateu recorde de público. “Só no sábado, tivemos 16 mil pessoas e hoje (ontem) o movimento está no mesmo ritmo. Em relação ao ano passado, vamos ter um crescimento de 40%. É o maior evento de arte urbana da América Latina e caiu no gosto das pessoas”, diz André Bretas, idealizador do evento que está na 5ª edição e, pela segunda vez, no Centro Cultural Ação da Cidadania.

No Pier Mauá, obras de Pablo Picasso, Joan Miró e Salvador Dalí foram destaques na 5ª edição do ArtRio, realizado de quinta-feira até ontem. O evento tinha peças à venda com preços que variavam entre R$ 1 mil e R$ 10 milhões, e recebeu colecionadores e público em geral. “Essa é a prova de que não devemos parar em momentos de crise. A obra de arte deve ser considerada um bem cultural e também um importante ativo”, afirma Brenda Valansi, da ArtRio.

Últimas de Rio De Janeiro