Bandeira da Cufa em Nova York

Fundador da instituição, Celso Athayde esteve na Universidade de Columbia para lançar o livro 'Um País Chamado Favela'

Por O Dia

Nova York (Estados Unidos) - A favela enfim se encontrou com a academia. Quase 20 anos após fundar a Cufa, Celso Athayde se rendeu ontem ao pragmatismo da Universidade de Columbia e lançou, em Nova Iorque, seu livro escrito com Renato Meireles - Um País Chamado Favela. Em meio aos aplausos de intelectuais no 8 andar do Instituto de Estudos Latino-Americanos da universidade, e os cerca de 150 favelados brasileiros que invadiram os EUA para a primeira semana global da Cufa, Celso anunciou o lançamento de um plano de metas para mudar a favela - conforme a coluna Rio Sem Fronteiras antecipou sábado, no DIA. 

''Convoco a academia para se unir à favela e nos ajudar a encontrar estas metas até janeiro. Nosss caô agora é global'', disse.

O fundador da Cufa, que alugou um casarão de 9 mil metros quadrados no Bronx para ser a sede da entidade nos próximos cinco anos, disse que chegou a hora do Brasil assumir suas diferenças sociais, e entender a importância de unir as duas pontas do país. ''Ou o Brasil passa a dividir a riqueza gerada pelas favelas ou continuará dividindo as consequências de não fazer isso''.

Celso reconheceu que nuca imaginou que a Cufa chegaria tão longe e relembrou sua trajetória de menino pobre, quando cometia pequenos furtos para poder comer com sua família, que vivia embaixo do Viaduto de Madureira. Para ele, estar em Nova IIorque sinaliza aos favelados do Brasil que é ppossível sair da favela. ''A Cufa está sempre em construção e nunca sabemos qual nosso próximo objetivo. Já estamos em 17 países e em janeiro teremos uma sede no Paquistão. ". A semana global da Cufa continua hoje com a realização do sarau 'Marginow', do escritor Jessé Andarilho, autor do livro 'Fiel', e um debate comandado pelo humorista Helio de La Peña, 'Artes sem fronteiras', na Ford Foundation. Haverá ainda a presentação do grupo Dream Team de Passinho

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