'Ela não quer mais estudar e nem sair de casa', diz mãe de jovem violentada

Aos 20 anos, mulher passou por momentos de terror ao ser raptada quando ia para o colégio

Por O Dia

Rio - Um crime "bárbaro e de pura covardia", como caracterizou o delegado titular da 22ª DP (Penha), Reginaldo Guilherme. Foram duas horas de terror passadas dentro de um carro, onde uma mulher de 20 anos foi estuprada e roubada, na noite desta segunda-feira. A vítima ia para a escola, em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio. 

Desolada, a mãe da vítima contou ao DIA que a filha já não quer mais estudar e nem sair de casa."Graças a Deus ela está viva. E é isso o que importa para nós. Minha filha não quer mais estudar e nem sair de casa. Ela precisa de tratamento psicológico", contou. 

À reportagem, a mãe disse que abordaram a filha uma rua antes dela chegar ao colégio. A jovem foi obrigada a entrar no carro, que seria um Gol preto, e só foi libertada em Maria da Graça. Dois deles cometeram o abuso e um dirigia o carro, segundo a mulher. Além disso, puxaram o cabelo da vítima e depois a violentaram. No fim, ainda levaram o celular. 

"Não perdoo esses bandidos, eles são monstros. Quero vê-los presos para não fazerem isso com mais ninguém. Não desejo isso para mãe nenhuma."

O delegado da 22ª DP disse que já foi pedido a quebra do sigilo do aparelho roubado pelos bandidos. Segundo depoimento da vítima na 21ª (Bonsucesso), onde o caso foi inicialmente registrado, ela relatou que foi obrigada a fazer sexo oral em dois dos homens. A mulher ainda foi ameaçada de morte caso levasse o caso à polícia.

Segundo a descrição da jovem, os homens seriam negros e teriam entre 25 e 30 anos. Depois de ser ouvida na delegacia, a vítima foi encaminhada para realizar exame de corpo de delito.




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