Pacote fiscal dependerá de base do governo, diz líder do PMDB na Câmara

Para Leonardo Picciani, passagem no Congresso de ajustes sugeridos pelo Planalto está atrelada a cumprimento de acordos

Por O Dia

Rio - Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani diz que o governo terá que “montar sua base” no Congresso para conseguir aprovar o pacote fiscal. Isso inclui atender a pedidos de parlamentares e cumprir todos os acordos. Ressalta que as medidas são necessárias, mas, mesmo assim, não será fácil fazer com que elas passem. 

De acordo com Picciani, a fixação da CPMF em 0,2% dá margem para negociação com os governadores, que pressionariam por sua aprovação desde que o percentual fosse elevado para 0,38%: a diferença iria para cobrir buracos nas previdências estaduais.

Substituição
As primeiras reações mostram que o trabalho do governo será duro. Até parlamentares que formalmente integram a base de Dilma Rousseff levantavam a possibilidade de aprovação das medidas em troca de sua substituição pelo vice Michel Temer, que comandaria um governo de transição. Deputados do PSDB insistem no impeachment.

Sem ela
Preocupados, líderes e presidentes de partidos governistas fazem reunião hoje, às 8h, na Câmara para discutir medidas de apoio a Dilma e tentar afastar o fantasma do impeachment.

Com ela
Depois, os líderes na Câmara e no Senado terão um encontro com a presidenta. No início da tarde de ontem, Dilma ligou para eles e adiantou medidas do pacote.

Inventor de cartolas
Julio Bueno, secretário estadual de Fazenda, trata de inventar cartolas para que delas possa tirar algum coelho. Decidiu vender para um banco os créditos do Fundes (Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social). Quer receber à vista dinheiro emprestado pelo governo a empresas e que seria pago em parcelas até 2028. Avalia que a operação deve render cerca de R$ 1 bilhão.

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