Igreja pede doações para os refugiados

Templo em Botafogo abriga atualmente 16 pessoas, entre nigerianos, ucranianos, ganeses e sírios

Por O Dia

Rio - Uma “romaria” diferente pode ser vista todos os dias na Igreja São João Batista da Lagoa, em Botafogo. São fiéis e moradores do bairro interessados em colaborar na causa humanitária que sensibiliza o mundo inteiro. Única instituição católica do Rio que acolhe refugiados estrangeiros, o local abriga atualmente 16 pessoas, entre nigerianos, ucranianos, ganeses e sírios, e tem recebido doações de vários tipos. O padre Alex Coelho, que chegou a fazer curso de árabe para conversar com os imigrantes, diz que material de limpeza, leite, café, alho e azeite são os itens mais desejados no momento.

Há quem complemente a renda com um simpático comércio local de iguarias árabes, bem ao lado da igreja. Os refugiados recebem assistência jurídica e psicológica, além de aulas de português na Uerj, uma iniciativa do projeto Cáritas do Brasil. Há apenas uma criança no grupo. Ela tem cinco anos e veio da Síria com a mãe após o pai ser sequestrado.

A esperança de boa parte do grupo já é verde e amarela. Enquanto alguns deles seguem a preferência da maioria mundial rumo à Alemanha e estão aqui de passagem, há quem não troque o Brasil por nenhuma pátria desenvolvida. Muitos dos acolhidos na igreja se encantam pelo Rio e dizem que não querem mais sair daqui. Há seis meses na cidade, Ali Abdula, de 43 anos, ainda arranha o português, mas já arrumou um emprego e se mostra adaptado.

“A Europa já está com muitos de nós. Um dia quero voltar a ser chef de cozinha. Era minha profissão na Síria”, contou Abdula, contratado pela própria paróquia para executar serviços gerais. Empresas que queiram contratar os repatriados podem checar informações no local (Rua Voluntários da Pátria 287).</CW>

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