Por felipe.martins

Rio - O Procon abriu uma representação contra a Caixa Econômica Federal por causa do caso envolvendo uma cliente em uma agência de Cabo Frio. Na última segunda-feira, ela ficou barrada na porta giratória e tirou a roupa, ficando apenas com as peças íntimas. Segundo tetemunhas, um dos seguranças da agência teria insinuado que a cliente poderia ter algo escondido nas partes íntimas. A consumidora, que é cardíaca, acabou passando mal diante de tanto constrangimento.

Mulher tirou a roupa após ser barrada diversas vezes no detector de metais da agência bancáriaReprodução Vídeo

Em seu artigo 14, o Código de Defesa do Consumidor estabelece que o fornecedor de serviços responde pela reparação dos danos causados por problemas com o serviço, independentemente da existência de culpa. A partir do momento em que for notificada, a Caixa terá 15 dias úteis para apresentar a sua defesa. Caso o prazo não seja cumprido ou os argumentos não sejam aceitos pelo setor jurídico do Procon Estadual, o banco será autuado e multado.

Entenda o caso

Visto como vilão por muitas pessoas, o detector de metais fez uma mulher perder a cabeça em uma agência bancária em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Após diversas tentativas de acesso na Caixa Econômica para tentar dar entrada em um benefício trabalhista, ela acabou perdendo a cabeça e tirou a roupa.

A mulher, de 53 anos, estaria desde o ano passado tentando sacar o benefício do FGTS. Segundo testemunhas, um dos vigilantes debochou e teria dito para ela tirar a roupa. Nervosa, a senhora retirou a blusa e abaixou a calça que usava. Entretanto, isso não foi suficiente para a liberação de sua entrada no banco.

No Facebook, Briza Canuto relatou o diálogo entre ela e o vigilante, que, segundo ela, "insinua que ela pode ter algo escondido nas partes íntimas." A testemunha afirmou que o gerente da agência falou que enquanto a porta apitasse, ela não entraria.

"Fiquei muito irritada e disparei: vão fazer igual presídio? Vai mandar abaixar nua em cima de um espelho???", escreveu na postagem na rede social.

Procurada, a Caixa Econômica Federal respondeu à reportagem que "as portas giratórias são utilizadas por todos os bancos para impedir o acesso de pessoas armadas às agências, e nunca para criar obstáculos aos usuários".

Segundo o banco, o uso das portas com detectores de metal obedece a lei 7.102/83, que disciplina o sistema de segurança em estabelecimentos financeiros em todo o território nacional. O objetivo é proteger os clientes, seus empregados e patrimônio.


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