Por felipe.martins

Rio - O vice-prefeito do Rio Adilson Pires afirmou que o PT só abre mão de compor a chapa do PMDB nas eleições de 2016 se o partido conseguir fechar acordo com um dos dois nomes que despontam como favoritos nas pesquisas — os senadores Marcelo Crivella (PRB) e Romário (PSB). Caso contrário, ele e o partido não veem com bons olhos a intenção peemedebista de lançar uma chapa puro-sangue à sucessão do prefeito Eduardo Paes (PMDB), com os secretários Pedro Paulo e Rafael Picciani.

Em entrevista ao programa ‘Jogo do Poder’, que vai ao ar na Rede CNT de TV às 23h15, no domingo, Adilson Pires afirmou que a presença do PT na chapa é “natural”. Ele repetiu diversas vezes que o principal objetivo da aliança é eleger o preferido de Eduardo Paes, o supersecretário Pedro Paulo, no ano que vem.

Adilson Pires diz que o PT só abre mão de compor a chapa de Pedro Paulo, se for para “ampliar a aliança”Paulo Araújo / Agência O Dia

“Se a gente avançar para uma composição com o senador Crivella, ou com o Romário, se for para incorporar pessoas e ampliar a aliança, defendo que o PT abra mão do cargo de vice na chapa. Do contrário, iremos apresentar um nome”, afirmou Adilson. Segundo ele, as eleições do ano que vem serão “mais abertas” do que em 2012. “Vai ser mais difícil, e precisamos de uma grande aliança”, sentenciou.

No início de 2016, o PMDB vai definir os pré-candidatos que vão concorrer nas eleições de outubro. O partido flerta e pressiona Romário, que já foi sondado por Eduardo Paes e pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Se Paes não conseguir colocar Romário de vice de Pedro Paulo, o PT irá pleitear a manutenção de sua atual posição.

“O partido é importante nesses oito anos de governo. O Jorge Picciani (deputado estadual e presidente do PMDB fluminense) sempre diz que na política tudo caminha melhor quando segue o curso natural dos acontecimentos. E o natural é esse, o PT continuar sendo vice”, reforçou Adilson Pires.

Para pacificar disputas internas, o PMDB passou a considerar uma chapa ‘puro-sangue’ com Pedro Paulo e Rafael Picciani para 2016. O líder do PMDB na Câmara dos Deputados e irmão de Rafael, Leonardo Picciani, é um dos entusiastas da ideia e já defendeu inclusive que o partido não aceite a participação do PT na coligação pró-Pedro Paulo.

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