Operação Verão começa na orla para evitar arrastões e ações de 'justiceiros'

Mais de mil agentes, entre policiais e guardas municipais vão atuar na orla e em 17 pontos

Por O Dia

Rio -  É hoje o dia em que a Operação Verão — antecipada em três semanas — será posta à prova. Mais de mil homens, entre policiais militares, guardas municipais e agentes públicos devem reforçar o patrulhamento na orla e atuar em 17 pontos de bloqueio em bairros de acesso às praias cariocas. Ontem, no dia seguinte à megaoperação que levou 28 suspeitos à cadeia, entre eles acusados de integrar o Bonde do Coreto, grupo suspeito de crimes na Zona Sul, familiares dos detidos acusavam policiais de irregularidades.

Jorge Luiz Garcez, pai de Jeferson Luiz Cândido Garcez, um dos presos na Vila Cruzeiro, reclamava da detenção de seu filho. “Os policiais não apresentaram qualquer mandado e invadiram nossa casa. Levaram meu filho para a cadeia sem que ele apresentasse sequer o seu documento”, afirmava o pai, entre lágrimas.

As praias ganharam reforço de policiamento contra vandalismosDivulgação

De acordo com a Polícia Civil, Jeferson Garcez portava um rádio transmissor no momento da prisão. Ele foi autuado por associação ao tráfico de drogas. O jovem foi encaminhado para o presídio Frederico Marques, no Complexo de Gericinó.

Em paralelo ao patrulhamento, a Polícia Civil, através da Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI), garante já ter em mãos o monitoramento de alguns do principais perfis na Internet que promoveram manifestações por justiçamentos ou ataques orquestrados a banhistas.

“É fundamental identificar aqueles que agiram dessa forma, orquestrando ataques em bando, pois ao serem presos não poderão alegar a legítima defesa a terceiros ou negar roubos, por exemplo, já que teremos provas das ações pensadas”, afirmou o delegado Alessandro Thiers.

De acordo com ele, centenas de perfis foram levantados nos últimos dias. “É impossível precisar quantas pessoas fazem parte dos esquemas, já que vários internautas podem controlar um único perfil, mas já chegamos a alguns dos principais envolvidos”, completou, sem revelar nomes. O delegado pede à população que informe à polícia de possíveis crimes de ódio feitos no ambiente virtual pelo email: alessandrothiers@pcivil.rj.gov.br. “A polícia tem o dever de proteger o cidadão e a população tem o direito de interagir com a polícia”, disse. 


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