Por paulo.gomes

Rio - A polícia investiga o caso de um guarda municipal que foi baleado na saída do Rock in Rio, na madrugada desta segunda-feira. O suspeito de ter atirado é um policial militar que trabalha na Operação Lei Seca e estava deixando o evento. Na 16ªDP (Barra da Tijuca), foi realizado um registro de resistência, ameaça e lesão corporal praticados pelo PM. Já o guarda, que foi encaminhado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, será autuado por lesão corporal.

Segundo o PM Fabiano Filgueiras de Carvalho, de 38 anos, ele deixava o festival ao lado da filha, de 12, quando foi agredido pelos guardas ao parar para comprar uma água com um vendedor ambulante. "Estava com a minha filha. Paguei R$ 1 mil para ver o show, estava na saída pedindo uma informação quando eu vi, estava sendo agredido debaixo de um caminhão por esses covardes que me agrediram. Eu tinha R$ 300 na carteira. Porque eu iria arrumar confusão com um vendedor de água na fila do BRT? Eu agi em todo o momento em legítima defesa", disse em entrevista para a CBN.

No entanto, os guardas municipais apresentaram uma nova versão. Segundo eles, Fabiano teria se dirigido ao vendedor ambulante gritando e com a arma em punho. O rapaz se assustou e correu e um GM tentou retirar a arma do policial que disparou e acabou acertando o agente Ivan Bragança. Ele foi atingido na mão esquerda e levado para o Lourenço Jorge, onde passa por cirurgia nesta manhã. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, seu estado clínico é estável.

Logo após o disparo, o Fabiano Filgueiras também foi atingido por um tiro de bala de borracha no peito e no braço. O policial e o guarda municipal tiveram suas armas apreendidas e encaminhadas à perícia. Agora os agentes da 42ªDP (Recreio dos Bandeirantes), que ficarão responsáveis pela investigação, analisam imagens de câmeras de seguranças instaladas no local. Em nota, a Guarda Municipal afirmou que também está apurando as circunstâncias do fato.

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