Trem do Samba reúne milhares de pessoas no norte da França

Tia Surica foi uma das estrelas em Lille

Por O Dia

Rio - Se o fim de semana foi de rock na Barra da Tijuca, em Lille, no norte da França, o som que reuniu cerca de 350 mil pessoas foi o do Trem do Samba,comandado por Marquinhos de Oswaldo Cruz, o que há 20 anos comanda a festa no Rio de Janeiro sobre os trilhos da Central do Brasil rumo ao subúrbui carioca.

“Eles demoram um pouco a pegar, mas depois é apoteótico”, disse Marquinhos, que levou um time de peso para o Festival de Lille, como as meninas do Jongo da Serrinha, em coloridíssimos trajes de gala, a dama do samba Tia Surica, o casal de passistas Nilce Fran e Valci Pelé, além cantora Thaís Macedo, um dos mais promissores nomes da atualidade.

Marquinhos de Oswaldo Cruz levou o subúrbio do Rio para a FrançaDivulgação

A consolidação da proposta de levar o Trem do Samba para a França se deu em agosto do ano passado durante a visita do prefeito de Nice, Christian Estrosi, ao Brasil. Na ocasião, Estrosi assinou uma carta-compromisso, selando a parceria para a realização do evento neste ano. O acordo foi articulado pelo jornalistaVagner Fernandes, ex-assessor de imprensa do Consulado da França no Rio junto ao cônsul-geral Brice Roquefeuil.

Fernandes faz a Direção Executiva do projeto e Ana Muller, empresária de Marquinhos, assina a Direção-Geral. A ida a Nice é parte das comemorações dos 450 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro. “Marquinhos é um grande amigo e parceiro. Assim que me falou sobre o sonho de levar o Trem do Samba para a França, imediatamente tratei de articular junto ao Consulado no Rio. Não tenho dúvidas de que o Trem do Samba se converterá no maior festival de música brasileira no exterior”, disse Vagner Fernandes.

No próximo sábado, o Trem do Samba chega ao Sul da França, mais precisamente em Nice. E diferentemente de Lille, onde a festa se deu sobre trios elétricos, desta vez será sobre trilhos, mais precisamente sobre o VLT que corta parte da cidade.

“É uma alegria enorme levar um projeto tão relevante como o Trem do Samba para a França. É simbólico tocar em Lille e Nice, apresentando nossa cultura em um intercâmbio que tem tudo para ser duradouro”, disse Marquinhos.

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