Por bianca.lobianco

Rio - Elas ficaram cinco dias e quatro noites na fila para casar. Mãe e filha, Regina Adriana Oriente Borges, 43 anos, e Thayane Borges, 23, queriam as duas primeiras senhas para os 100 casamentos previstos para a manhã de domingo no Tribunal de Justiça, na Glória. A iniciativa é do Justiça Itinerante, projeto que realiza de graça procedimentos judiciais que normalmente podem custar até R$ 1 mil só em documentação.

“Estou muito feliz. Convenci a minha mãe a casar também. Foi uma peleja, tentamos outras duas vezes, mas não conseguimos a senha, hoje foi perfeito”, contou Thayane, grávida de dois meses, sem esconder as lágrimas.

Casais aproveitam casamento coletivo para economizar. Mais de 200 pessoas trocaram alianças neste domingoFoto%3A Maíra Coelho / Agência O Dia

Para dizer sim aos amados, mãe e filha fizeram toda uma produção especial. As noivas foram de camisa com a estampa do gato Frajola, personagem do desenho animado e saia azul. Os noivos Vitor Gonçalves de Oliveira Borges, 35 anos, e Clayton Roberto Francisco Soares, 25, também combinaram o modelito e foram de camisa cor de rosa.

“Estava perdido na vida, quando ela reuniu os meus cacos. É um dia de vitória”, afirmou Vitor, agora oficialmente marido de Regina Adriana, com quem vive há mais de três anos.

A procura pelo casamento gratuito é grande. Porém, a juíza Simone Lopes da Costa, responsável pelo projeto, entende que não há como escapar da fama de ‘Santo Antônio’, mas a magistrada faz questão de esclarecer que o Justiça Itinerante faz outros atendimentos judiciais, principalmente, para pessoas sem condições financeiras.

“Há quem nunca tenha obtido uma certidão de nascimento. Então, também trabalhamos para reduzir o sub-registro”, analisou.

A juíza Simone conta que só no ano passado foram feitos 100 mil atendimentos no Justiça Itinerante.

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