Por adriano.araujo

Rio - Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) realizam uma operação, na manhã desta quinta-feira, para cumprir 21 mandados de busca e apreensão em 21 cooperativas de transportes alternativos no Rio. A ação conta com o apoio da Coordenadoria Especial de Transporte Complementar da Prefeitura do Rio e tem como alvo uma quadrilha de milicianos que atua no serviço de transporte na Zona Oeste.

Na operação foram apreendidos 25 veículos, mais de R$ 55 mil em espécie, além de notas falsas, que serão submetidas à perícia. Além disso, uma central de distribuição de sinal de TV a cabo foi estourada.

As ações aconteceram simultaneamente em bairros como Anchieta, Pavuna, Sepetiba e Ilha do Governador. Neste último local, a equipe apreendeu anotações de contabilidade irregular da atividade de fachada, realizada pela cooperativa de vans. Dois homens foram presos por porte ilegal de arma.

Agentes da Draco realizam operação em cooperativas de transportes alternativosDivulgação / Secretaria de Estado de Segurança

Segundo as investigações, a quadrilha iniciou suas atividades em Paciência e já expandiu sua atuação para vários bairros, o que ficou constatado na operação Alfa, que ocorreu em agosto deste ano. Na ocasião, foram presos cinco integrantes da milícia, além da apreensão de armas de fogo, munições, documentos, dinheiro e veículos roubados. A Draco aponta, por exemplo, que a cooperativa Coopertiba é uma empresa de fachada, que não possui licença para o transporte complementar.

Segundo as investigações%2C milicianos lucram com a exploração do transporte alternativo e o dinheiro é usado para comprar armas e corromper agentes públicosDivulgação / Secretaria de Estado de Segurança

As investigações apontam que o grupo de milicianos obtém grandes lucros com a exploração do transporte complementar, dinheiro usado para o financiamento da compra de armas, munições e corrupção de agentes públicos. O delegado da Draco, Luiz Augusto Braga, afirma que a Liga da Justiça, principal grupo miliciano do Rio, está por trás das cooperativas. "As cooperativas são distantes umas das outras, mas são a maior fonte de renda da milícia Liga da Justiça. A Draco sempre objetiva ir na gênese do problema pra desestruturar a fonte de renda deles", afirma.

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