Corpo de professor espancado até a morte será enterrado nesta terça-feira

Mauro Costa Júnior dava aulas de Educação Física e teria sido agredido por 30 alunos de Medicina no Centro de Vassouras

Por O Dia

Rio - O corpo de Mauro Costa Júnior, de 23 anos, professor de Educação Física espancado até a morte no Centro de Vassouras, no Sul Fluminense, será enterrado às 11h desta terça-feira no Cemitério de Barra do Piraí. Segundo testemunhas, um grupo de pelo menos 30 estudantes de uma faculdade de Medicina de Cascadura, na Zona Norte do Rio, agrediu a vítima depois de uma discussão no local da festa, no Parque de Exposições do município. 

Professor é espancado até a morte em festa de Medicina em Vassourasarquivo pessoal

A 95ª DP (Vassouras) investiga o caso e já existem pistas dos estudantes que se envolveram na confusão. A polícia aguarda que eles se apresentem espontaneamente. Matheus Medeiros contou que voltava para casa com Mauro, seu primo, quando ele encostou num jovem. “Ele pediu desculpas e não adiantou. Imediatamente dezenas de estudantes foram para cima dele. Foi pura covardia”, lamentou.

No perfil da vítimas, amigos e familiares lamentam a trágica morte do professor. "Conhecia o Mauro Costa desde criança, sempre foi um amooor de pessoa, muito bonzinho, muito focado. E eu estou extremamente chateada com o que aconteceu. Que a justiça seja feita com esses assassinos", desabafou uma amiga. "Não acredito que uma pessoa tão boa se foi assim com tanta violência, onde esse mundo vai parar", escreveu outra.

O jovem chegou sem vida ao Hospital Universitário de Vassouras, depois de ter sido socorrido por outros alunos, segundo a Polícia Militar. Ele teve traumatismo craniano e na coluna.

Em nota, a comissão organizadora do evento lamentou o ocorrido e afirmou que a tragédia não tem relação com as Olimpíadas Regionais, já que , "apesar do fato ter ocorrido concomitante ao evento, o jovem não participava do mesmo".

Evento é uma tragédia anunciada

Pelo menos sete mil universitários participam das olimpíadas, que, nos intervalos dos jogos, promovem as festas, constestadas por boa parte dos moradores de Vassouras. Os jogos reúnem 23 faculdades do Rio e do Espírito Santo.

Segundo internautas, o evento “é uma tragédia anunciada”, uma vez que, de acordo com eles, a pacata cidade não comporta tanta gente. só nesta edição, o Orem reúne sete mil estudantes, em pontos de encontros “sempre regados a muita bebida e drogas”.

“Jovens saem ao som de músicas alucinantes, fazem orgias, consomem álcool e drogas de forma inacreditável, e depois se transformam em galos de brigas em tudo quanto é canto de Vassouras”, postou a estudante Gracciely Moraes. Outros, porém, defenderam o Orem. “Falta de civilização não é culpa do Orem, que movimenta o comércio, a infra-estrutura e setor imobiliário na cidade”, argumentou o estudante Anacleto Dias.

Maioria das festas termina em brigas

Eventos envolvendo estudantes de medicia em festas no Sul Fluminense estão se tornando cada vez mais polêmicas. A maioria termina em brigas e com a presença da polícia, acionada por moradores. Em Volta Redonda, por exemplo, moradores do bairro Jardim Amália 1 iniciaram abaixo-assinado contra festas em plena área residencial promovida rotineiramente por estudantes de uma república, na altura do número 246 da Rua Almirante Barroso.

“O som altíssimo e a até altas horas, em qualquer dia da semana, se tornou um calvário para a vizinhança. Os estudantes não respeitam ninguém, nem idodos e acamados que moram nas imediações”, comentou Gildete Marcondes, que mora num prédio de sete andares em frente a república. A Polícia Militar informou que sempre tem atendido os moradores, quando acionada.

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