Guarda Municipal volta a andar armada em Volta Redonda

Metade do efetivo novamente com revólveres causa polêmica

Por O Dia

Os 200 guardas municipais estão autorizados a usar revólveres 38Divulgação / Felipe Vieira / Diario do Vale

Rio - Noventa e oito guardas municipais de Volta Redonda, no Sul Fluminense, voltaram a portar arma de fogo em serviço a partir desta terça-feira. A decisão, que divide opiniões, permite que os servidores utilizem revólveres 38 no interior de patrimônios públicos e nas ruas.

De acordo com o comandante da corporação, major Luiz Henrique Barbosa, os 200 integrantes da corporação passaram por testes da Matriz Curricular Nacional, do Ministério da Justiça, mas somente a metade se mostrou apta a portar armas.

“Os guardas passaram por avaliação psicotécnica, aplicada pela Polícia Federal, e por cursos teórico e prático de tiros. Foram três meses de treinamento”, afirmou Luiz Henrique, ressaltando que de dois em dois anos haverá testes para a reciclagem dos profissionais e que qualquer denúncia de má contuda pode ser feita pelo telefone 3339-9293.

Para o major, o porte de arma, que há um ano foi suspenso para o cumprimento de adequações à legislação, não tornará a corporação violenta. “Nossa única intenção é auxiliar na proteção do cidadão”, argumentou.

José Maria da Silva, líder da Comissão Ambiental Sul, movimento em defesa da cidade, lembra dos tempos em que guardas municipais armados tiveram ligações com grupos de extermínio, de acordo com a polícia.

“Acho que a população deveria ter sido consultada. Infelizmente, guarda armada lembra um passado nebuloso, entre o final da década de 1980 e o início da de 1990. Nessa época, nunca tanta gente foi assassinada e desapareceu em Volta Redonda”, justifica.

“Treinados, os guardas vão trazer mais sensação de segurança, colaborando com o trabalho da Polícia Militar”, diz a farmacêutica Lindaura de Jesus.

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