Mulher é baleada dentro de casa no Catumbi durante novo tiroteio na região

Marido da vítima disse que os tiros partiram da comunidade, onde havia um intenso tiroteio. UPP nega troca de tiros

Por O Dia

Rio - Uma mulher foi baleada dentro de sua casa, na madrugada desta segunda-feira, no bairro do Catumbi, na Zona Norte do Rio. A região fica próxima do Morro do Fallet, em São Teresa, e segundo o marido da vítima os tiros partiram da comunidade, onde havia um intenso tiroteio.

"Houve um tiroteio na parte alta e tínhamos acabado de chegar na cama há poucos minutos e estávamos de luz desligada e tudo quando ela disse 'ih, uma bala pegou em mim'", disse ele, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo. Segundo ele, o disparo atravessou uma janela e a atingiu no braço, mas ela, que está no Hospital Municipal Souza Aguiar, não corre risco e passa bem.

Procurada, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) disse que o comando da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro informou que não houve confronto nas comunidades durante a madrugada desta segunda-feira. O policiamento está reforçado na comunidade com o apoio de outras UPPs.

Jovem é baleado e um homem morre em tiroteio no Fallet

?Em mais um dia de medo, violência e morte em comunidades do Rio de Janeiro, duas pessoas foram baleadas e uma delas morreu durante tiroteio entre policiais e criminosos no Morro do Fallet, no Rio Comprido, na Zona Norte.

Um dos feridos é o estudante Davi Pacheco, de 14 anos, atingido no peito e socorrido para o Hospital Municipal Souza Aguiar. Segundo conta o pai, o operador de máquinas José Roberto Pacheco, 60, ele teve que insistir para que uma ambulância subisse o morro.

"Fui o primeiro da família a chegar. Ele já estava baleado e tinham dez policiais em volta dele, como se fizessem um cerco. Tentaram me barrar, mas falei que era o pai e deixaram. Cheguei a falar: 'Por favor, o moleque está sufocado nessa situação", conta.

Pai diz que PMs impediram socorro de filho baleado no FalletMárcio Mercante / Agência O Dia

"Perguntei pela ambulância e disseram que ela estava 50 metros abaixo. Fui pessoalmente na ambulância e uma capitã estava lá dizendo que o carro não iria subir porque era área de risco, era perigoso. Só que o morro estava todo tomado por policiais. Falei, falei, falei, e a ambulância acabou subindo. Isso foi praticamente omissão de socorro! Se demorasse mais meia hora, meu filho teria morrido", frisou. 

De acordo com o pai, o adolescente foi atingido no peito e a bala saiu pela virilha. O tiroteio ocorreu na Rua Dr. Solidonio Leite. "Foi uma confusão. Eu saí correndo. Além dos tiros, os policiais usaram spray de pimenta e bombas de efeito moral", relatou um morador que não quis se identificar. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde informou que Davi passou por cirurgia e o quadro dele é grave.

De acordo com a Coordenação de Polícia Pacificadora, policiais estavam em patrulhamento na localidade conhecida como Campo do Capitão, na comunidade do Fallet, quando foram recebidos a tiros por criminosos. Uma pessoa ainda não identificada morreu e Davi foi ferido.

Foram apreendidos na comunidade duas pistolas calibres 9mm e 45, munições, dois radiostransmissores e drogas. A ocorrência foi registrada na 5ª DP (Centro) e o Comando de Operações Especiais (COE) reforça o policiamento na região. A CPP não informou, no entanto, se o morto fazia parte do tráfico de drogas local.

A Polícia Militar diz ainda ter acionado socorro para Davi e para o outro rapaz baleado, afirmando que não houve qualquer impedimento. A corporação disse que permitiu que José Roberto chegasse até o filho. A assessoria da UPP afirmou que, por questão de segurança, a equipe do Corpo de Bombeiros foi orientada pelos policiais sobre o melhor momento para a entrada na comunidade e que não houve nenhum tipo de impedimento ao socorro da vítima por parte da PM.

Com informações de Marina Rocha e Ricardo Schott

Últimas de Rio De Janeiro