Polícia realiza reprodução simulada da morte de jovem assassinado na Ilha

Felipe Jordão da Silva Ferreira, de 21 anos, foi morto em setembro após atropelar um militar da Marinha

Por O Dia

Felipe Jordão da Silva Ferreira%2C de 21 anos%2C morreu baleado após atropelar um militar da Marinha na Ilha do GovernadorReprodução Internet

Rio - Agentes da Divisão de Homicídios (DH) da Capital realizaram na noite de terça-feira uma reprodução simulada da morte do do cobrador de van Felipe Jordão da Silva Ferreira, de 21 anos. Ele foi baleado no pescoço, no mês de setembro, após atropelar um militar da Marinha na Ilha do Governador, na Zona Norte. A investigação deve ser concluída em até um mês.

"Queremos sanar algumas divergências, como a velocidade do carro, a luminosidade, a visibilidade que a vítima tinha dentro do carro para enxergar os militares e a visão dos militares sobre o veículo", diz o delegado Daniel Rosa.

O trabalho da Polícia Civil durou aproximadamente cinco horas e contou com a presença da irmã de Felipe, Fernanda Ferreira, que estava com ele no carro no dia da morte. "Para mim hoje foi igual ao dia do acidente, estou sentindo tudo o que senti no dia que ele faleceu. Ao entrar dentro do carro eu lembro do que aconteceu, lembro dele morrendo na minha frente, do tiro, lembro de tudo", afirma.

Fernanda Ferreira negou que Felipe estava em alta velocidade no momento do acidente. "A intenção dele foi parar o carro, não conseguiu e o tiro veio de imediato. Ele estava na velocidade normal, nada de velocidade alta. Se ele tivesse correndo, o atropelamento do garoto teria sido bem pior", diz.

No dia 11 de setembro, por volta das 23h, Felipe teria furado um bloqueio da Marinha na Rua Jaime Perdigão e atropelado o segundo-sargento fuzileiro naval Wanderson Almeida Noia de Oliveira. Após ser atingido no pescoço com um tiro de fuzil, ele perdeu o controle do carro e bateu contra uma árvore. Felipe Jordão morreu na hora.

A reprodução simulada da morte de Felipe Jordão da Silva Ferreira foi realizada na noite de terça-feira e durou cerca de cinco horasReprodução / TV Globo

Na época, a Marinha informou que os militares realizavam a sinalização de uma via durante a escolta de uma carreta e foram surpreendidos por um veículo, em alta velocidade, que furou o bloqueio militar e atropelou um dos militares na Ilha. O outro soldado, que também realizava a escolta para o transporte de um blindado do Corpo de Fuzileiros Navais, reagiu disparando um tiro contra o veículo que furou o bloqueio.

A Marinha informou ainda que foi instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar os fatos. O militar responde em liberdade e ele ainda não foi indiciado.