'Bebê está bem', diz primo de mulher que teve criança dentro de presídio

Recém-nascida está no Abrigo Evangélico de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste da cidade

Por O Dia

Rio - Passa bem a bebê que nasceu dentro de uma cela na Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu. De acordo com Alace Machado, primo de B., mulher que teve a criança dentro do presídio, a estrutura do lugar para onde a menina foi levada é "maravilhosa" e a bebê "está muito bem". 

Por decisão de juiz da 4ª Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, em Campo Grande, a recém-nascida foi encaminhada ao Abrigo Evangélico em Pedra de Guaratiba, também na Zona Oeste.

Ainda sem decisão sobre o destino, a menina permanecerá no abrigo até que uma equipe designada pela Justiça, composta porpsicólogos e assistentes sociais, devolva ao juízo um estudo social e psicológico da família materna (os tios, Alace Machado e Déborah Esteves) que pode conceder, ou não, a guarda provisória da criança. De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio, a decisão do juiz deve sair em 10 ou 15 dias. 

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Mais 27 grávidas presas provisoriamente

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, na Penitenciária Talavera Bruce há outras 30 internas grávidas, sendo que apenas três delas estão sentenciadas. As outras são presas provisórias.

De acordo com a secretaria, todas as gestantes, assim que entram no sistema prisional, são encaminhadas à Talavera Bruce e ficam divididas em duas celas.

O órgão frisa que as gestantes são acompanhadas e fazem o exame pré-natal. Além disso, informa haver, na unidade, consultas com um ginecologista, uma enfermeira e duas técnicas de enfermagem e as internas fazem ultra sonografia na Unidade de Pronto Atendimento Dr. Hamilton Agostinho de Castro, dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó.

Segundo a Seap, todas as gestantes recebem quatro alimentações diárias em cardápio que é orientado por nutricionistase  mulheres que acabaram de dar à luz são encaminhadas para o Hospital da Mulher Mariska Ribeiro, em Bangu, ou para o Hospital Estadual Albert Schweitezer, em Realengo.

"Assim que as detentas dão à luz, são transferidas para a Unidade Materno Infantil (UMI), ao lado do Talavera Bruce,onde ficam durante todo o período de amamentação junto com seus bebês pelo período de até um ano. Depois desse tempo é feito o desligamento e o bebê é entregue à família da detenta", informou a secretaria. 


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