Família contesta versão de que jovem teria tentando pegar arma de PM

Segundo o primo da vítima, Bruno era trabalhador e não tinha nenhuma passagem pela polícia. A família acusa de homicídio

Por O Dia

Rio - A família de Bruno Lima da Silva, morto por um policial militar na madrugada do último sábado, contesta a versão contada pela PM de que ele teria tentando pegar a arma de um militar. De acordo com a corporação, Bruno teria entrado em luta corporal com um dos policiais e tentado pegar sua arma.

Marcelo Leite da Silva, primo de Bruno, diz que ele não era bandido e nem estaria fugindo de militares. "Meu primo era trabalhador, não tinha nenhum registro na polícia. Era chefe de caldeira da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nunca praticou nenhum tipo de crime", disse Marcelo.

Segundo a versão da Polícia Militar, Bruno foi morto ao tentar pegar a arma de um policial militar durante uma abordagem na Avenida Meriti, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. De acordo a PM, policiais patrulhavam a região e se aproximaram de um veículo que fugiu e houve perseguição. Em uma segunda abordagem, um dos ocupantes reagiu e acabou baleado e morto ao tentar pegar a arma de um dos militares. De acordo com o 16° BPM, policiais prestaram esclarecimentos na Delegacia de Homicídios.

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