Polícia acredita que um dos assassinos de professor da Baixada já esteja morto

Traficantes teriam desaprovado crime em bairro de Nova Iguaçu e mataram adolescente suspeito de assassinato

Por O Dia

Rio - A partir da confissão de um adolescente apreendido na madrugada de ontem, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense está mais próxima de identificar todos os autores do assassinato do professor de Educação Física Felipe Lavina Machado, de 27 anos. O homem foi executado com um tiro na cabeça no último dia 25, no bairro K-11, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Com um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça no fim da noite de sábado, agentes da delegacia foram em busca do adolescente, que se escondia na casa do pai.

“Fomos lá, batemos na porta e ele tentou fugir. Foram necessários dois policiais para contê-lo. Conseguimos pegá-lo e levá-lo para a delegacia. Lá, o adolescente contou que ele e mais três pessoas participaram do crime”, disse o delegado responsável pela investigação Fábio Salvadoretti.

Professor e empresário, Felipe era muito querido em MesquitaReprodução Facebook

Dos outros suspeitos pelo crime, só um foi identificado. O adolescente capturado disse só conhecer os outros dois criminosos por apelidos. Um deles também seria menor de idade e já teria sido morto por criminosos da região.

O delegado acredita que traficantes desaprovaram a atitude do grupo e resolveram "acertar as contas".

Manifestação por paz

Em protesto pela morte do professor, cerca de cem pessoas fizeram uma passeata por ruas de Mesquita ontem pela manhã. Os manifestantes saíram da porta da academia onde Felipe dava aulas, na Rua Manoel Afonso, e caminharam até a Praça Elisabeth Paixão, no Centro da cidade. Com faixas e cartazes, pediam justiça e paz.

Cem pessoas participaram de passeata no Centro de MesquitaFelipe Bittencourt

Felipe foi rendido em casa, no bairro Santa Therezinha, por volta das 5h. Os bandidos foram direto ao quarto da vítima e perguntaram sobre um cofre. Além de sequestrar o professor e a namorada, os criminosos levaram R$ 10 mil que seriam usados para pagar funcionários da vítima. A mulher de Felipe foi libertada no caminho até Nova Iguaçu. 

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