Sem helicópteros, banhistas temem demora em resgates nas praias do Rio

Três das quatro aeronaves que antes sobrevoavam a orla estão fora de operação devido às dívidas do governo estadual

Por O Dia

Rio - A praia encheu no fim de semana, mas o mar ficou vazio. Os banhistas ficaram preocupados com a ausência de helicópteros de resgate dos bombeiros na Orla. T rês das quatro aeronaves não estão operando devido a uma dívida do governo com a empresa fornecedora de peças.

O Corpo de Bombeiros informou, entretanto, que o débito já foi quitado e prevê que as aeronaves voltem a funcionar nesta semana. Por enquanto, as emergências nas orlas das zonas Sul e Oeste são atendidas apenas com uso de dois jet skis e com o suporte de helicópteros da polícia militar.

A moradora de Copacabana, e frequentadora da praia há mais de 20 anos, Alessandra Clarizia, de 39 anos, diz que sente um clima de insegurança sem os helicópteros sobrevoando a orla.

Falta de helicópteros de regaste preocupa banhistas durante feriadãoMaíra Coelho / Agência O Dia

“Tenho evitado me arriscar no mar”, reforça Alessandra. “Sempre via os resgates, mas agora estou preocupada. A situação é absurda, principalmente por ser uma dívida do governo. Nossa segurança precisa estar em primeiro lugar”, completa. Leonardo Sabino, 34 anos, foi com o filho de 2 anos à Ipanema, mas se sentiu desprotegido.

“Fico apenas na beirada. Não dá para entrar no mar sem proteção. Acho falta de responsabilidade expor os frequentadores a esse perigo", disse.

Os helicópteros que atendem à Polícia Militar, entretanto, funcionam normalmente. Já a Polícia Civil está com três aeronaves em manutenção de rotina. Segundo a assessoria, duas delas voltam a operar na semana que vem.

Reportagem de Angélica Martins

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