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Cemitérios organizam eventos culturais para amenizar tristeza típica de Finados

Em alguns locais, nem parecia feriado fúnebre

Por nicolas.satriano

Rio - O Dia de Finados já não é motivo apenas de choro e saudade. Vários cemitérios do Rio inovaram o jeito de receber os entes queridos daqueles que já se foram e celebraram ontem a data com muita arte, música e expressões culturais de todo tipo.

No Jardim da Saudade, em Paciência, nem parecia feriado fúnebre. As mais de 10 mil pessoas que visitaram o cemitério foram convidadas a refletir sobre a crise humanitária dos povos refugiados. Sírios e congoleses que fugiram de seus países em situações de conflito, e hoje moram no Rio, contaram suas histórias e soltaram balões brancos.

Violinos e estátuas humanas emocionaram os visitantes no cemitério da Penitência%2C no bairro do CajuAndré Mourão / Agência O Dia

“Achei muito bonito, porque esta data nos faz lembrar a mensagem de paz e amor que Jesus nos deixou. E os refugiados trouxeram a mensagem deles contra a guerra e a intolerância”, destacou a enfermeira Sandra Piccoli, 50 anos, que foi visitar o túmulo do pai com a filha Luana, de 10 anos.

Galeria de fotos: Cemitérios têm movimentação intensa no Dia de Finados

Os público escreveu seus sonhos para o mundo em letras gigantes que formavam o dizer “Paz Mundial”, ao som de concerto musical em homenagem a mais de 20 países.

Refúgiados homenagearam a paz mundial no Jardim da SaudadeAndré Mourão / Agência O Dia

Os 1.200 cariocas que passaram pelo Cemitério da Penitência, no Caju, foram recebidos com notas de saxofone e violino. Estátuas vivas de anjos presentearam os visitantes com flores.

A auxiliar de serviços operacionais Maristela Santos, 55, nem tem parentes sepultados no local, mas quis entrar. “A música me tocou. Sentei e achei interessante o que estava acontecendo”, disse.

“Tudo isso visa deixar esse momento menos doloroso”, explicou Júnior Brenner, administrador do cemitério.

O São Francisco Xavier, também no Caju, promoveu a exposição “Saudade, o mundo abraça esse sentimento”, que contou como outros países reverenciam os mortos.

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