Juiz decide nesta segunda-feira se mantém a prisão de Isaías do Borel

Audiência será realizada sob forte esquema de segurança

Por O Dia

Isaías do Borel foi preso no último sábado, na localidade conhecida como Igrejinha WhatsApp O DIA (98762-8248)

Rio - Preso em Bangu 1, presídio de segurança máxima em Gericinó, Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel, 52 anos, vai ser apresentado hoje, a partir das 11h, para a realização da audiência de custódia no Tribunal de Justiça, no Centro. Um juiz decidirá sobre a legalidade e manutenção da prisão.

Ele será levado ao juízo com Severino Cícero de Lima, 29, o Severo; Natanael Ramos de Oliveira Filho, o Nael, 29 e Fernando Maurício Fernandes, o Miro, 40. O grupo foi preso com armas e drogas por policiais da UPP do Borel, na Tijuca, sábado. Na 19ª DP (Tijuca), eles foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de armas e corrupção de menor. As penas variam de 1 a 15 anos de prisão. Na ação, um menor, de 13 anos, foi apreendido.

Isaías chegou a Bangu 1 no fim da noite de sábado. Antes, ele e os aliados fizeram exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal, depois foram para a Polinter (Central de Capturas), na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, para só então dar entrada no sistema penitenciário. Considerado um dos chefões mais velhos em atividade da facção criminosa Comando Vermelho, ele foi para Bangu 1. Um esquema especial de segurança será montado para transportá-lo até o Tribunal de Justiça.

Isaías do Borel ficou 22 anos preso por tráfico de drogas e homicídio qualificado. Ele cumpriu cinco anos da pena no Sistema Penitenciário Federal. A transferência do Rio ocorreu após denúncias de que ele e outros traficantes estariam ordenando de dentro da prisão uma série de ataques. Os atos seriam em represália à política das UPPs. Inicialmente, o traficante ficou encarcerado no presídio de Catanduvas (PR). No entanto, em 2010, ele foi transferido para o presídio de Porto Velho (RO). Saiu pela porta da frente do presídio em 2012 e, atualmente, não devia mais nada à Justiça.

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