MP consegue prisão preventiva para milicianos que agiam em Campo Grande

Grupo extorquia empresários da construção civil. Mulheres de chefões da milícia não foram denunciadas e estão soltas

Por O Dia

Rio - O Ministério Público fluminense conseguiu a prisão preventiva de nove integrantes de uma milícia que atuava, há cerca de um ano, em Campo Grande, Zona Oeste da cidade. O grupo tinha ligação com a Liga da Justiça, do ex-PM Toni Ângelo e Ricardo Teixeira da Cruz, o Batman, e seus membros são acusados de praticar crimes de formação de milícia privada, extorsão e furto de cargas.

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Liderados pelos irmãos Robson Manoel da Silva, mais conhecido como “Cabeça”, e Leandro Manoel da Silva, o “Boquita”, os milicianos, fortemente armados, extorquiam empresários do ramo da construção civil no distrito industrial de Campo Grande e os obrigavam a entregar, semanalmente, ao bando, caminhões de cimento e concreto.

Em paralelo, os bandidos operavam um esquema de furto de cimento de uma das empresas extorquidas. Parte da carga era desviada e armazenada em galpões, constantemente vigiados por membros da milícia. Depois de reempacotado em sacos de 50 quilos, o material era revendido, a preços mais baixos, no mercado negro.

Entre os nove milicianos denunciados que já se encontram presos estão os dois irmãos, o segurança deles, Valtair Koca Terra, e, também, Tiago Souza de Oliveira, Cesário Manuel da Silva, Júlio César dos Santos Viana, Cosme Leandro Batista de Menezes, Gilberto Venâncio e Carlos Eduardo da Silva.

Thamiris Oliveira de Souza e Gilcilene Pereira de Faria da Silva, companheiras dos líderes do grupo, que chegaram a ser presas no último mês, não tiveram a prisão preventiva decretada e já se encontram em liberdade.

Em nota, o Ministério Público explicou que elas não foram denunciadas porque, tanto o órgão quanto a Polícia Civil, não encontraram provas o suficiente que provassem que elas nada mais eram que meras companheiras dos líderes da mílicia, ou seja, não integravam efetivamente o grupo. "Não são rés no processo, então, e portanto estão soltas", acrescentou o MP.