Edição 2015 da Parada do Orgulho LGBT lota a Praia de Copacabana

Com o tema 'Palavras Ferem, Violência Mata', evento tenta chamar a atenção para agressões sofridas pelos gays

Por O Dia

Rio - Cerca de 500 mil pessoas participaram da 20ª Parada do Orgulho LGBT, iniciada às 13h deste domingo, em Copacabana. Trazendo o lema “Palavras Ferem, Violência Mata”, o evento foi marcado por protestos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Além de ações pró-cidadania, que aconteciam desde as 9h no Posto 6. A Defensoria Pública montou um posto de atendimento oferecendo expedição de ofício para uso do nome social para pessoas trans.

A ‘Ação, Orgulho e Cidadania’ distribuiu 400 mil camisinhas. Já o grupo Pela Vidda montou posto para conscientizar as pessoas sobre a necessidade de fazer teste de HIV.

Parada LGBT faz protesto contra Eduardo CunhaFoto%3A Severino Silva / Agência O Dia


A Parada teve também um trio elétrico com 50 mães protestando contra o Estatuto da Família, que estipula a organização familiar como formada por homem, mulher e filhos. “Usamos também uma bandeira vermelha para protestar contra o Ministério da Saúde, que proíbe que gays doem sangue”, diz Marcelle Esteves, do Grupo Arco-Íris, que organiza o evento.

O teólogo batista José Barbosa Junior, criador do grupo ‘Jesus Cura Homofobia’, discursou em um dos carros e pediu perdão pelas atitudes homofóbicas de alguns evangélicos. “Marco Feliciano e Silas Malafaia não nos representam”, disparou.

A Parada teve cinco trios elétricos. Entre as músicas que mais fizeram o público pular estavam funks de Anitta (esta, em especial), Nego do Borel e Ludmilla. A performer trans Lorna Washington homenageou as vítimas do terrorismo na França e da tragédia em Mariana (MG) cantando ‘La Vie En Rose’, do repertório de Edith Piaf. 

Parada LGBT faz protesto contra Eduardo CunhaFoto%3A Severino Silva / Agência O Dia

Chuva e assaltos para atrapalhar

Duas frustrações para o público que compareceu à Parada Gay foram a chuva que caiu por volta das 15h, e os assaltos. Um pequeno temporal fez com que as pessoas se abrigassem embaixo das tendas, enquanto ao longo do caminho, quem não tomava cuidado com carteira e celular corria riscos. O local estava bastante policiado: num momento, cerca de 30 PMs e guardas municipais entraram no meio da multidão para tentar encontrar assaltantes.




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