Rio - O Chefe do Estado Maior da PM, coronel Robson Silva, defendeu, nesta quinta-feira, o fim da proibição e a regulação da venda de drogas no país. Ele participou de audiência na CPI dos Autos de Resistência na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e fez um duro diagnóstico sobre a situação da segurança pública no país. Para Robson Silva, "do jeito que está, nós estamos fazendo água".
"A gente está vendo na prática das UPPs que há um custo muito grande nas prisões dos usuário de drogas. Temos que prender porque está na lei. Rever o proibicionismo é estar alinhado com o que há de mais de vanguarda. É encarar de uma forma inteligente. Regular o mercado pelo estado, porque se ficar com essa legislação atual, nós vamos ficar enxugando gelo. Do jeito que está, nós estamos fazendo água", disse o coronel.
Para ele, a mudança da legislação, permitiria que a polícia focasse em um trabalho de investigação para prender os maiores chefes do tráfico "(A legislação atual) É uma legislação que não traz objetivamente a definição de quem é usuário e quem é traficante. Fica na subjetividade da autoridade policial decidir quem é quem. Nós estamos prendendo muito, mas prendendo quem é usuário, é isso o que tem mais tem impactado na atuação dos policiais de UPP. Nós deixamos de focar no grande tráfico de drogas. É um problema de ineficiência do sistema, não apenas da PM", definiu.
Depósitos de armas serão obrigados a ter câmeras
A Alerj aprovou nesta quinta-feira o projeto de lei 3.242/14, que obriga a instalação de sistemas de monitoramento por câmeras em todos os depósitos de armas e munições das polícias, corpo de bombeiros e de agentes penitenciários do Estado. O projeto, de autoria do deputado Zaqueu Teixeira (PT), determina que os ambientes sejam gravados 24 horas por dia, por câmeras de alta definição equipadas com sensor de visão noturna.
O projeto recebeu uma emenda em plenário, que estende o prazo para arquivamento das gravações - inicialmente de seis meses - para um ano. Segundo Zaqueu, o objetivo é permitir mais fiscalização e transparência para os setores envolvidos e para a sociedade. “Esse sistema vai permitir a inspeção no momento em que o agente pega e entrega a arma no depósito."
O texto segue para o governador Luiz Fernando Pezão, que tem 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto.
(Com informações da Alerj)