Por gabriela.mattos
Publicado 25/11/2015 22:34 | Atualizado 26/11/2015 02:57

Rio - Um grupo com cerca de 800 mulheres aproveitou o Dia Mundial de Combate à Violência contra a Mulher para protestar contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, no Centro. No início da noite desta quarta-feira, as manifestantes se mostraram contra ao projeto de lei 5069/13, que modifica a lei de atendimento às vítimas de violência sexual.

Saindo da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as participantes seguiram pelo Centro, passando pela Avenida Rio Branco sentido Cinelândia. Além de ir contra o projeto de lei, a maioria das mulheres ainda defendia a legalização do aborto. Muitas delas chegaram a levar os filhos para a passeata.

Mulheres protestaram contra Eduardo Cunha%2C no CentroErnesto Carriço / Agência O Dia

Além das manifestações que as mulheres têm feito nas ruas, a jornalista Natalia Borges, de 28 anos, destacou que os movimentos virtuais também têm sido importantes para dar luz ao feminismo.

Veja fotos do protesto no Rio

"As mulheres estão puxando sobre relatos enfim, uma espécie de abertura de caixa, mulheres que nunca falaram sobre assédio, abuso e estão falando agora. Está tendo uma avaliação bastante boa, quem milita no feminismo sabe que falta bastante a coragem e o entendimento de como é importante falar sobre os abussos, assédios e como isso nos fortalece", afirma.

A ativista Thamires Regina, de 27 anos, diz que a internet permite que as mulheres falem sobre assuntos que antes não poderiam expor. Ela alega que as hashtags, como a #primeiroassédio, fazem com que os homens repensem nos próprios atos. "O mecanismo de internet, de proliferação do feminismo está sendo muito potente chamando para a rua", completa.

Reportagem da estagiária Carolina Moura 

Você pode gostar