Por marina.rocha
Publicado 28/11/2015 17:31 | Atualizado 28/11/2015 21:24

Rio - Moradores da comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, fazem protesto na tarde deste sábado contra a morte de Júlio Pimenta Rosa, de 22 anos, que teria sido torturado e queimado vivo por criminosos no Complexo do Chapadão, em Costa Barros. Com faixas de luto e de forma pacífica, os manifestantes mostram indignação com o caso. Policiais militares estão no local acompanhando o protesto.

Moradores fazem protesto pacíficoReprodução Internet

Juninho, como era conhecido, morava com familiares no Terreirão e era portador de autismo. A suspeita é que ele seja a vítima de torturas em um vídeo que circula na Internet. Segundo a irmã, Patrícia Aparecida Pimenta Rosa, o rapaz está sumido desde o dia 12 deste mês.

LEIA MAIS: Jovem autista pode ter sido queimado vivo no Chapadão

“Acredito que ele, por ser autista, e por falar sempre que queria ser policial ou bombeiro, pode ter sido morto por traficantes. Também pode ter sido confundido como bandido de facção rival. Não aguentei ver todo o vídeo. São covardes”, comentou abalada, Patrícia.

O vídeo que está circulando pelas redes sociais tem 49 segundos. Nele, Juninho, como é conhecido, é agredido com golpes no pescoço e aparece sem a orelha esquerda. Móveis são queimados em cima dele, que agoniza. Num momento, um dos traficantes, que seria do Comando Vermelho, diz no vídeo. “Nós tá cheio de ódio do Muquiço. Tá queimando vivo. Já está sem orelha”.


Você pode gostar