Por rafael.souza
Rio - A Justiça Federal do Rio aceitou a denúncia contra Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, e outros treze réus por desvios na construção da usina nuclear de Angra 3, na praia de Itaorna, em Angra dos Reis, no Sul do Estado. O processo estava sendo julgado pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato. No entanto, ele foi transferido para a Justiça Federal do Rio em outubro.

A decisão foi publicada nesta segunda-feira, na 7ª Vara Criminal da Justiça Federal do Rio, pelo juiz Marcelo da Costa Bretas. O magistrado determina a realização de três audiências de instrução de julgamento entre os dias 14 e 16 de dezembro. O juiz pede ainda o depoimento de seis testemunhas do caso.

Foram citados com réus, além de Othon Luiz Pinheiro da Silva, Cristiano Kok, Flávio David Barra, José Antunes Sobrinho, Otávio Marques, Victor Sérgio Colavitti, Gustavo Ribeiro de Andrade Botelho, Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, Rogério Nora de Sá de Sá, Geraldo Toledo Arruda, Olavinho Ferreira Mendes, Ana Cristina da Silva Toniolo e Carlos Alberto Montenegro Gallo.

Em construção%2C a usina Angra 3 está prevista para ser entregue em 2018 e terá potência bruta de 1.405 MW%2C similar a Angra 2 (1.350MW)Divulgação

Outro citado na decisão foi o ex-presidente Global da Andrade Gutierrez Energia, Flávio David, que está preso em Curitiba, com o ex-presidente da Eletronuclear.

Segundo as investigações da 16ª fase da Operação Lava Jato, houve restrição à concorrência, por parte Eletronuclear, fazendo com que as empreiteiras do Consórcio Angramon ( Andrade Gutierrez, Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, EBE e Techint) vencessem a licitação, configurando assim formação de cartel. Ainda de acordo com as investigações, Othon Luiz teria recebido R$ 4,5 milhões de propina.