Discussão sobre impeachment de Dilma deve aumentar a temperatura nas ruas

Deputados da oposição e da situação falavam em promover manifestações a favor e contra a derrubada da presidenta

Por O Dia

Rio - A discussão sobre o eventual impeachment de Dilma Rousseff tende a aumentar a temperatura nas ruas. Deputados da oposição e da situação falavam nesta quarta-feira em promover manifestações a favor e contra a derrubada da presidenta.

Otavio Leite (PSDB) diz que a abertura do processo de afastamento vai estimular novos atos públicos. Para o tucano, a mobilização é fundamental para a obtenção, na Câmara dos Deputados, dos 342 votos necessários para dar prosseguimento ao impeachment. Já o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que não haverá o que classificou de golpe: “Vamos para a rua resistir”, anunciou. 

Venezuela

O deputado Luiz Sérgio (PT) diz que oposição e governo têm que ter juízo. “É preciso ter cuidado para o Brasil não virar uma Venezuela”, comenta, numa referência aos conflitos no país vizinho.

‘Técnica’

Eduardo Cunha também citou manifestações contra Dilma. Depois de afirmar que sua posição sobre o impeachment era “técnica”, foi ao Facebook frisar que o processo “será acompanhado por toda a população.” Ressaltou que os atos públicos “não foram em vão”.

Bateu, levou

Em uma hora, o perfil de Cunha recebeu 9 mil comentários. Uns elogiavam sua decisão, outros o xingavam e diziam que ele seria preso ou teria o mandato cassado.

Calote

Tem gente no governo apostando que Pezão vai suspender os pagamentos da dívida do estado com a União. Este ano, o Rio de Janeiro mandou, em média, R$ 430 milhões por mês para Brasília.

Cortes

Secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto diz que, por conta da falta de grana, será preciso renegociar alguns acordos com os municípios. Fala uma possível racionalização em serviços.

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