Governo quer escolher representantes da comissão que analisará impeachment

O problema é que mesmo na base aliada há parlamentares alinhados com a oposição

Por O Dia

Rio - O próximo desafio do governo é influenciar na escolha dos representantes dos partidos na comissão de 65 deputados que analisará o impeachment de Dilma Rousseff. O problema é que mesmo na base aliada há parlamentares alinhados com a oposição.

Líder do PMDB e responsável pela escolha dos representantes da bancada, Leonardo Picciani diz que fará uma escolha equilibrada, “nomes com perfil moderado e capacidade de diálogo”. Segundo ele, a maioria dos colegas é contra a derrubada da presidenta, mas há uma parcela favorável bem ativa e um grupo de indecisos. 

Sem pressão

Ligado ao governo, Picciani diz que deverá participar da comissão, mas não por conta de eventuais pressões do Planalto. Segundo ele, todos os líderes de bancadas deverão estar no grupo.

Com pressão

O papel do PMDB, mais uma vez, é fundamental. Para o PSDB, o impeachment depende da pressão das ruas e do desejo do peemedebista Michel Temer em assumir a Presidência.

O livro de Temer

Aliados do vice-presidente dizem, brincando, que sua ajuda a Dilma vai se limitar ao envio de seu livro ‘Elementos do Direito Constitucional.’

A pressa de Dilma

O governo tentará apressar o trâmite do impeachment para evitar a volta da pressão das ruas. A oposição não quer correria.

Manifestações

Dirigentes nacionais e estaduais do PT se reúnem hoje em São Paulo para definir um cronograma de mobilização contra o impeachment. No Rio, grupos de jovens definiram atos que incluem panfletagens a partir de hoje. No domingo deverá haver protesto diante do condomínio de Eduardo Cunha.

Manifestações 2

Contra Dilma, o Movimento Brasil Livre também promete manifestações no domingo.