Moradores realizam manifestação após morte de criança em comunidade

De acordo com testemunhas, Ruan Bruno, de 2 anos, foi atingido após um confronto entre policiais e bandidos

Por O Dia

O menino Ruan Bruno Gomes Nunes%2C de 2 anos%2C morreu na madrugada deste sábado ao ser atingido por uma bala perdida enquanto dormia%2C na Favela do Metrô%2C na MangueiraEstefan Radovicz / Agência O Dia

Rio - Moradores da comunidade do Metrô, na Mangueira, na Zona Norte do Rio, fecharam na manhã deste sábado, a Radial Oeste, sentido Méier, durante um protesto por conta da morte de uma criança na madrugada. Ruan Bruno Gomes Nunes, de 2 anos, foi atingido por uma bala perdida durante um confronto entre policiais e traficantes. A mãe, muito emocionada, relembrou o último trabalho de escola do filho.

"Ontem foi a festinha de encerramento da escolinha. Eu estava presente e ele estava muito feliz", lamentou Gabriela Gomes, de 20 anos, na porta do Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações, o menino dormia em casa, quando foi atingido por um disparo no peito. Ruan primeiro foi encaminhado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Tijuca e em seguida para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, mas não resistiu aos ferimentos.

"Ele foi baleado nas costas na madrugada deste sábado, por voltas das 4h30, enquanto estava dormindo. Ele foi levado primeiro para a UPA da Tijuca e de lá foi transferido para o Souza Aguiar, onde teve assistência de 16 médicos, mas não resistiu", disse a advogada da família, que não quis se identificar.

De acordo com a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Mangueira, estava havendo uma festa na parte alta da comunidade, e os bandidos atiraram contra os policiais. Um desses tiros atingiu a criança. O corpo de Ruan deve ser liberado no domingo ou na segunda-feira.

Moradores fecharam a Radial Oeste%2C sentido Méier%2C durante o protesto pela morte do menino Ruan Bruno Gomes Nunes%2C de 2 anosEstefan Radovicz / Agência O Dia

"É um momento muito difícil. A mãe dele (a criança) está bastante abalada. Ela não tem dinheiro para pagar o enterro do filho e os comerciantes da área se solidarizaram para juntar dinheiro para isso. Não sabemos ainda o que ocorreu e as razões do tiroteio. Não sabemos se o tiro que matou ele partiu da polícia ou de moradores da comunidade. A perícia ainda não foi feita", afirma a advogada.

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