Grave acidente na Linha Amarela deixa cinco pessoas mortas

Tragédia com ônibus deixou ainda 35 pessoas feridas

Por O Dia

Rio - Um acidente envolvendo um ônibus na Linha Amarela, na altura do bairro da Freguesia, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, deixou cinco pessoas mortas e 35 feridos na tarde de domingo. O motorista da linha 352 (Castelo-Riocentro) perdeu o controle do coletivo e bateu em um muro do último túnel da via, na pista sentido Barra da Tijuca. Entre os mortos, duas mulheres e três homens. Passageiros contaram que o veículo trafegava em alta velocidade. 

Acidente de ônibus na Linha Amarela deixa cinco mortosWhatsApp O DIA

Os feridos foram levados para os hospitais municipais Lourenço Jorge (Barra), Hospital Estadual Getúlio Vargas (Penha) e Salgado Filho (Méier). No Miguel Couto (Centro), uma pessoa deu entrada com trauma de tórax e abdome e passou por cirurgia, uma outra sofreu lesões na face. A 41ª DP (Tanque) vai investigar as causas do acidente.

As vítimas fatais foram identificadas como: Vania Alves Martins, 50 anos, Lacir Martins da Silva, 51; Alexsandro Miranda de Carvalho e Maria Bernadete da Conceição, 48 anos. Um outro homem ainda não foi identificado.

A estudante Isadora Avelino, de 26, moradora de Laranjeiras, afirmou que o motorista foi imprudente. “Quando abri o olho já tinha acontecido. Não cheguei a dormir, mas o motorista corria bastante, estava em alta velocidade. Estava ao lado oposto da batida. Bati com a boca, perdi um dente e outros três estão comprometidos. Levei pontos no maxilar e nos lábios. Sangrava muito na hora, não deu tempo de socorrer ninguém”, lembrou a jovem.

Filho de Cilene Moura, de 43 anos, que estava no ônibus, o jovem Marcos Vinícius, de 17, relatou o que a sua mãe passou durante o acidente. “Ela ficou com a boca toda machucada e diz que acha que o motorista dormiu no volante, pois perdeu a direção numa pista tranquila. Foi muita gente gritando e as pessoas caindo em cima das outras”, contou.

No Lourenço Jorge, para onde foram levados 24 feridos, parentes estavam apreensivos. “Minha esposa bateu com o rosto e perdeu os dentes da frente. O motorista estava na pista livre. Não percebi se ele estava em alta velocidade e nenhuma freada brusca”, lembrou o assistente administrativo Wilton Castro Júnior, 55, que estava acompanhado da esposa, da filha e do genro.

O consórcio Transcarioca informou que se dispõe a prestar todo o apoio às famílias das vítimas .
“O Transcarioca está mobilizado para ajudar as autoridades a esclarecer as causas do acidente e vai fornecer à Polícia Civil todas as informações necessárias para a investigação”, diz a nota.

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