Manifestantes pedem impeachment de Dilma na Zona Sul do Rio

Atos anti-Dilma tiveram 3% da maior manifestação, em 15 de março, com 2,2 milhões

Por O Dia

Rio - Manifestantes pró-impeachment da presidenta da República Dilma Rousseff se reuniram na tarde deste domingo na Avenida Atlântica, na Zona Sul. O ato, que foi organizado pelas redes sociais, contou com moradores de diversos bairros da cidade. A principal motivação era pedir o afastamento de Dilma, mas muitos também defendiam a saída do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Por conta do forte calor, várias pessoas passaram mal. O trajeto que seria percorrido do Posto 5 até o Leme, precisou ser interrompido por conta do sol.

Manifestantes se reúnem na Zona Sul em ato contra a presidenta Dilma RousseffEstefan Radovicz / Agência O Dia

De acordo com Rodrigo Brasil, um dos líderes do Revoltados On Line, cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação pedindo o impeachment de Dilma. No entanto, O DIA constatou que entre 3 e 4 mil pessoas estiveram no protesto. A Polícia Militar no divulgou o balanço de participantes.

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GALERIA: Manifestantes pró-impeachment protestam em Copacabana

Brasil garantiu que a manifestação deste domingo não tem nada haver com a data do AI-5. Segundo ele, o objetivo de marcar o protesto para dia 13, às 13h, era para ironizar o PT. Já que esse é o número da coligação do partido.

Num dos trio elétricos, estava uma grande bandeira dos maçons. Pessoas reclamaram da faixa, mas o grupo garantiu ser a favor do impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Perguntado sobre a faixa, Rodrigo Brasil disse: “Somos a favor de qualquer pessoa que apoia o impeachment. Até o safado do Picciani, se estiver do nosso lado, a gente apoia ele”, se referindo ao presidente da Alerj, Jorge Picciani.

A moradora da Tijuca, na Zona Norte do Rio, Célia Rodrigues, disse que o protesto é uma reivindicação dos direitos dos brasileiros e o fim do mandato da presidenta. "Vamos reivindicar os nosso direitos. Copacabana está verde e amarela. Nós não somos corruptos", afirmou.

Famosos também participam do ato. A modelo Bárbara Evans postou em sua conta no Instagram uma na passeata e convocou seus seguidores a se juntarem a ela. "Vem pra rua", escreveu na legenda.

A mensagem não foi bem recebida por todos os fãs. Nos comentários, alguns seguidores criticaram a filha de Monique Evans. "Não vai ter golpe", escreveu um deles. "Vergonha alheia", comentou outro.

Ao mesmo tempo, outros seguidores apoiaram Bárbara. "Parabéns pela iniciativa", comentou um fã. "Inteligente e linda. Sucesso", elogiou outra. Alguns ainda criticaram o fato do companheiro da modelo estar usando uma camiseta da Seleção Brasileira. "Camisa da CBF para protestos não é muito inteligente", alertou um seguidor.

Em São Paulo e Brasília, discurso e cremação do PT

Os atos pró-impeachment aconteceram neste domingo em 18 estados, além do Distrito Federal. Em São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública contou cerca de 30 mil pessoas no horário de maior concentração, às 16h15.

A manifestação ocorreu na Avenida Paulista e trouxe, além dos manifestantes com as cores da bandeira nacional, os juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior, que formularam o pedido de impeachment de Dilma. “O Brasil não pode permanecer nas mãos do PT. O Brasil não pertence ao PT, não pertence à senhora Dilma Rousseff. O Brasil é do povo, que clama por uma democracia verdadeira”, disse Bicudo.

Já em Brasília, seis mil representantes de movimentos populares, segundo a PM, levaram um caixão do PT e fizeram sua cremação simbólica, no fim do ato, que teve início às 10h no Complexo Cultural da República. Os manifestantes pediram o fim da corrupção e a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.

Dia histórico

O dia 13 de dezembro é uma data histórica para os brasileiros. Em 1968, nesse mesmo dia, a ditadura militar editava o ato institucional número 5 (AI-5), marco do endurecimento do regime. Em seu perfil no Twitter, o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) Rui Falcão relembrou o fato ocorrido há 47 anos. "A ditadura baixou o Ato Institucional nº 5 e acabou com as liberdades democráticas no País", escreveu Rui Falcão.

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