Polícia faz reprodução simulada de morte de jovens na Pavuna

Crime aconteceu em outubro. Policial teria confundido macaco hidráulico com arma ao atirar

Por O Dia

Rio - A Delegacia de Homicídios fará na manhã desta terça-feira, a reprodução simulada da morte dos dois mototaxistas que foram baleados na Pavuna, na Zona Norte do Rio, em Outubro. Tiago Guimarães Dingo, 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17 anos, estavam em uma moto quando foram atingidos e mortos, após um policial militar do 41º BPM (Irajá)  atirar ao confundir um macaco hidráulico, que é utilizado na troca de pneus, com um fuzil. Os jovens morreram na hora. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo da reconstituição é saber o que teria acontecido no dia e como foi a dinâmica do fato.

Jorge e Thiago foram mortos por engano enquanto consertavam motocicletaReprodução / TV Globo

Relembre o caso

No dia 30 de outubro, dois mototaxistas foram assassinados por engano na Pavuna. Um sargento do 41ºBPM (Irajá) confessou ter confundido um macaco hidráulico com uma arma, e disparou contra as vítimas. Após as mortes de Jorge Lucas de Jesus Martins Paes, 17 anos, e Thiago Guimarães Dingo, 24, moradores da região realizaram um protesto violento no bairro, incendiando um ônibus da linha 372 (Pavuna x Passeio). O pai de Thiago disse que os policiais militares pediram desculpas pelo erro que tirou a vida do seu filho. "Não tem desculpa. Se vocês pedirem desculpa o meu filho vai voltar", indagou", indagou Gilberto Lacerda, na porta do Instituto Médico Legal (IML). Durante um patrulhamento na Rua Doutor José Thomas, o policial percebeu que duas motos vinham na direção da viatura. De acordo com seu depoimento, para a 39ª DP (Pavuna), ele pensou que as vítimas portavam uma arma e efetuou um único disparo que atravessou os dois mototaxistas.

PM não ficou preso

O PM admitiu o engano em depoimento e entregou sua arma na Delegacia de Homicídios (DH), mas não ficou preso. Afastado do serviço de rua, vai receber acompanhamento psicológico. “Pelo fato ter ocorrido perto de uma comunidade conflagrada, ele fez uma avaliação errada, lamentavelmente. A recomendação da Polícia Militar é não atirar. Precisamos saber se ele cometeu um erro técnico ou se foi emocional”, disse o comandante do 41º BPM, coronel Marcos Netto, na ocasião. O sargento pediu desculpas às famílias das vítimas. Rivaldo Barbosa, da Delegacia de Homicídios (DH), naquela época, disse que não pediu a prisão do policial que assassinou os rapazes pelo fato de este ter se apresentado voluntariamente, entregue a arma e confessado o crime, mas avisou que poderá prendê-lo durante as investigações.


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