Por rafael.souza
Publicado 16/12/2015 12:09 | Atualizado 16/12/2015 13:04

Rio - As aulas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que estavam programadas para recomeçar nesta quarta-feira, acabou não acontecendo. Apenas funcionários terceirizados e seguranças tiveram a entrada liberada na manhã desta quarta-feira na universidade. Os alunos fizeram um bloqueio com carteiras escolares na entrada principal da Uerj.


A reitoria da universidade informou em seu site que os alunos que não comparecerem as aulas terão suas falta computadas. Ainda de acordo com o comunicado, a greve dos estudantes é “por motivo desconhecido”.


O término do ano letivo estava previsto para o dia 18 de janeiro. O reitor disse que conseguiu R$ 12 milhões do governo do estado para pagar os benefícios de bolsistas e residentes. No entanto, os alunos que recebem o auxílio e os terceirizados negam terem recebido os salários.

Leia mais: Justiça nega a reintegração de posse de prédio ocupado por alunos

Nessa terça-feira a juíza Ana cecília Argueso, da 6ª Vara de Fazenda Pública, negou o pedido de reintegração de posse feito pela reitoria da instituição, no campus Maracanã. Os estudantes, ocupam o prédio desde 1º de dezembro, para cobrar o pagamento de bolsas atrasadas e o 13º salário de funcionários da universidade.

Uerj informou que os alunos que não comparecerem as aulas%2C terão suas falta computadasDivulgação

Na decisão, a magistrada entende que a reintegração de posse não resolveria o problema e afirmou, na decisão, que “a solução da questão de fundo não se dará por meio de simples tutela possessória, podendo, inclusive, ser agravada, com risco à integridade física de todos os estudantes envolvidos, bem como de depredação do patrimônio público”.


Leia a nota da Reitoria da UERJ na íntegra:


“Alguns estudantes, em Assembleia realizada depois da reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão, resolveram decretar uma paralisação por motivo desconhecido. A reivindicação do movimento anterior era pelo pagamento das bolsas: foram pagas. Outras reivindicações foram feitas em solidariedade aos trabalhadores terceirizados: os salários desses trabalhadores foram pagos. Não obrigaremos que os servidores de nossa universidade sejam submetidos a constrangimentos físicos e morais. Entretanto, para garantia da frequência, é preciso que cada servidor da nossa Universidade encaminhe email para presencauerj@gmail.com e comunique que não compareceu ao trabalho porque foi impedido pelos manifestantes.


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