Estado negocia empréstimo para pagar o 13º de uma vez

Pezão tenta crédito com Bradesco, a juros do consignado, para evitar parcelamento em até cinco vezes da segunda parte do benefício, como foi anunciado

Por O Dia

Rio - Por determinação de Pezão, a Secretaria de Fazenda negocia com o Bradesco empréstimo para quitar, ainda este mês, a segunda parcela do 13º salário. A medida evitaria decisão anunciada nesta quarta-feira, que prevê o pagamento do benefício em cinco prestações.

Segundo o secretário de Fazenda, Julio Bueno, a negociação com o Bradesco, responsável pela folha de pagamento do estado, é inspirada na que foi feita pelo governo gaúcho com o Banrisul. O banco creditaria, de uma vez, o valor das quatro parcelas restantes. 

Juro menor

Em troca do adiantamento, o governo se responsabilizaria pelo pagamento dos juros, que seriam os cobrados no crédito consignado, menor que as taxas de mercado. O resultado da negociação será definido até a próxima semana.

Dilema

Pezão tem resistido aos aliados que tentam convencê-lo a se unir a outros governadores para exigir alívio no pagamento da dívida com o governo federal — no caso do estado, cerca de R$ 6 bilhões em 2016. Mas, diante da crise da saúde, não seria melhor interromper a quitação das parcelas? “Esse está sendo meu dilema”, responde o governador.

Quentão

O Palácio Guanabara está sem ar-condicionado e sem internet.

Crivella e o PSB

A destituição de Romário da presidência do PSB-RJ reforça a possibilidade de Marcelo Crivella ser o candidato do partido à prefeitura. Ele tem conversando bastante com o presidente nacional da legenda, Carlos Siqueira. Para tentar desvincular sua imagem da Igreja Universal, há muito tempo que ele tenta sair do PRB — já até sondara o PSB, mas reivindicou então o comando do partido no estado.

Crescimento

As trocas no secretariado de Pezão e Eduardo Paes fizeram com que a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados aumentasse de nove para 11 integrantes. As mudanças têm o objetivo de obter votos para que Leonardo Picciani — que é contra o impeachment de Dilma— retome a liderança do partido.

Mais dois

Exonerado nesta  quarta-feira, Pedro Paulo Teixeira também engrossará o grupo. Já o suplente Atila A. Nunes, que se filiou ao PMDB em outubro, não conseguiu, ontem, autorização da Mesa da Câmara para assumir seu mandato.

Importância menor

Aliados de Michel Temer dizem que a disputa pela liderança perderá importância caso o Supremo Tribunal Federal confirme a validade da votação secreta que definiu parte dos membros da comissão que analisará o impeachment. O novo líder não teria como influenciar numa nova escolha.

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