Em inauguração do Museu do Amanhã, Dilma comemora vitória no Supremo

'O Brasil precisa dialogar e o conflito em Brasília estava muito acima do aceitável', disse o prefeito Eduardo Paes

Por O Dia

Rio - A cerimônia de inauguração do Museu do Amanhã, na Zona Portuária, serviu também como comemoração para a presidente Dilma Rousseff depois da vitória do governo no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao lado de dois de seus principais aliados no PMDB, o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão, a presidente chegou à Praça Mauá no novo Veículo Leve Sobre trilhos (VLT), que funciona ainda, para testes, em pequeno trecho.

“Acho que a presidente está feliz com a decisão do Supremo, porque essa crise política estava afetando o país. A decisão do Supremo acalma um pouco o processo político. O Brasil precisa dialogar e o conflito em Brasília estava muito acima do aceitável”, disse Paes, após acompanhar a presidente na visita inaugural.

Políticos locais e nacionais na entrada do Museu do Amanhã%3A “Esse é um dos maiores símbolos do Brasil que queremos construir”%2C elogiou DilmaEfe

Os discursos dos três governantes ressaltaram o bom relacionamento de município, estado e União. “A Dilma tem sido nossa parceira pela quantidade de recursos que disponibiliza para a nossa cidade”, afirmou Paes. A presidente retribuiu com muitos elogios ao prefeito. “Ele tem muitas boas ideias e isso aqui é fruto disso.

Eduardo Paes mostra competência e talento para transformar a cidade que ama”, ressaltou a presidente, que ainda brincou que ficou feliz com resultado depois de tantas vezes que Paes a “amolou” com o projeto. O governador também exaltou a integração. “Essa obra é um brinde ao entendimento entre os governos”, disse.

Sobre o museu, Dilma disse que a obra é “um dos maiores símbolos do Brasil que queremos construir”. “O museu está no ritmo do Amanhã. É instigante, feito para nós, nossos filhos e netos”, disse ela, acrescentando que a construção marca uma mudança para a cidade que estava de costas para a Baía de Guanabara.

Ao descer do VLT, Dilma ouviu manifestação de um pequeno grupo de pessoas que protestavam contra e a favor do impeachment. Após seis pessoas começarem a gritar “Fora Dilma”, pouco mais de dez abafaram o som com a frase “Não Vai ter Golpe”. Os manifestantes estavam a 200 metros da presidente, que foi a pé do VLT até o museu.

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