Felipe Peixoto reúne secretários de prefeituras para evitar colapso na saúde

O secretário estadual quer dividir responsabilidades e tem encontro nesta sexta com representantes de municípios

Por O Dia

Rio - Para tentar evitar um colapso no atendimento médico à população neste fim de ano, o secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto, quer dividir responsabilidades. Convocou, para a manhã de hoje, encontro com secretários de saúde das maiores cidades do estado e diretores de hospitais federais e universitários. Quer saber como todos poderão ajudar no caso de fechamento de emergências de alguns dos principais hospitais da rede estadual. Peixoto diz precisar receber R$ 205 milhões dos cofres estaduais para amenizar a situação.

Sem previsão

O problema é que a Secretaria de Fazenda diz não saber quando poderá fazer qualquer repasse.

Quitação

Somado aos R$ 45 milhões que deverão ser depositados pelo Ministério da Saúde na próxima semana, o dinheiro permitiria que organizações sociais que gerenciam hospitais públicos pagassem parte de suas dívidas com pessoal e fornecedores.

Reforço

Em janeiro, mais R$ 45 milhões do ministério viriam para o governo do Rio, e a prefeitura receberia R$ 50 milhões

Fundão

Também na conversa com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a direção do Hospital do Fundão reivindicou a liberação de cerca de R$ 1,4 milhão.

Prorrogado

A Secretaria Estadual de Saúde revogou o edital da licitação que escolheria a organização social que assumiria dez UPAs. Com a decisão, será prorrogado o contrato com o Instituto dos Lagos Rio, que gere as unidades. Desde 2013, a OS já recebeu R$ 162 milhões do governo. A Secretaria diz que o adiamento ocorreu para evitar problemas na transição administrativa no fim do ano.

A guerra continua

A mudança no processo de impeachment deverá manter acesa a guerra pela liderança do PMDB. Leonardo Picciani, que ontem retomou o posto, terá o direito de indicar os oito deputados do partido que integrarão a comissão que avaliará a derrubada de Dilma Rousseff.

Esperança

O grupo ligado a Michel Temer espera que Picciani volte atrás na decisão de nomear apenas deputados contrários ao impeachment, atitude que, na semana passada, gerou sua deposição.

Convocação

Aliados do governo dizem que as regras estabelecidas pelo STF fortalecem a possibilidade de convocação do Congresso durante o recesso. Dilma tentaria aproveitar o momento para decidir logo a questão do impeachment.

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