Rio - Considerada estratégica para o transporte de milhares de espectadores durante os Jogos Olímpicos 2016, a estação Ricardo de Albuquerque (ramal Japeri), que passa por obras de modernização e acessibilidade, foi pichada na madrugada desta sexta-feira.
Diversas mensagens foram escritas nas novas telhas instaladas no local. Se a limpeza não for suficiente para remover a tinta, será necessário substituir o material. Casos como este podem interferir no tempo de conclusão das obras, além de gerar custos adicionais, os quais poderiam ser revertidos em melhorias do serviço prestado aos passageiros.
As telhas instaladas na estação Ricardo de Albuquerque são feitas de material especial, o policarbonato, que por ser translúcido permite a entrada de luz natural no local. Isso representa mais conforto aos passageiros, além de ser ecologicamente indicado por possibilitar a economia de energia. A substituição dessas telhas pode levar cerca de quinze dias.
Um reservatório de água elevado, que integra o sistema de abastecimento da estação, também foi alvo de rabiscos. Esse não é o primeiro caso de dano ao patrimônio em estações da SuperVia que passam por obras. Em setembro, a concessionária identificou a pichação de pilares metálicos na estação olímpica São Cristóvão. Devido à ação irregular, o trabalho de nova pintura teve que ser adicionado ao cronograma das intervenções de modernização. A concessionária destaca que, mesmo com a inclusão desses serviços adicionais, as obras seguem dentro do cronograma pré-estabelecido.
A SuperVia está investindo R$ 250 milhões nas obras de reforma das estações olímpicas, que incluem, além da construção de cobertura nas passarelas e plataformas, a adaptação de bilheterias, instalação de elevadores, escadas rolantes, piso tátil, banheiros adaptados e rampas de acesso, que melhorarão o deslocamento de pessoas portadoras de necessidades especiais.
Em comunicado oficial, a concessionária manifestou o repudio a essas irregularidades e explicou que conta com o apoio do Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) e da Polícia Civil para a identificação e punição dos criminosos. Os casos serão registrados nas respectivas delegacias distritais e a concessionária se colocou à disposição para contribuir com as investigações.