Por felipe.martins
Publicado 19/12/2015 00:15 | Atualizado 19/12/2015 01:58

Rio - Antes mesmo de ser anunciado como ministro da Fazenda, Nelson Barbosa fez um carinho no governador Pezão. Dois de seus principais assessores no Ministério do Planejamento tiveram ontem uma longa conversa com o secretário de Fazenda do Rio, Julio Bueno, que luta contra a falta de dinheiro.

Manoel Carlos de Castro Pires, chefe da Assessoria Econômica, e Diego Cota Pacheco ouviram críticas ao gasto do estado com o pagamento da dívida da União e elogios à volta da CPMF, o imposto do cheque. 

Menos amarras

Bueno também sugeriu a desvinculação de recursos — verbas que têm que ser obrigatoriamente gastas em determinados setores da administração pública, como Saúde e Educação.

Novo amor

A troca do comando na Fazenda deixou Pezão animado com a possibilidade de liberação de mais recursos. Na quinta, ele pedira a Dilma Rousseff um crédito de R$ 1 bilhão para obras do metrô. A presidente lhe disse que, a partir de segunda, passará a cuidar apenas dele, e esqueceria de Eduardo Paes.

Na Segundona

Deve ser alguma praga. O vascaíno Nelson Barbosa é o terceiro ministro da Fazenda de Dilma que conviverá com seu time na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro. Joaquim Levy é botafoguense; Guido Mantega, seu antecessor, assumiu o ministério em 2006 —no ano seguinte, seu Corinthians caiu.

Juntos na queda

Equanto jogavam na mesma equipe, Barbosa e Levy viram o Brasil ser rebaixado por duas agências internacionais.

Telemarketing

Cariocas receberam ontem ligações de um telefone com DDD de Recife. Em nome da prefeitura, gravação convidava para a abertura do Museu do Amanhã. O mesmo recurso foi usado na inauguração da nova Praça Mauá.

Sem licença

Carros usados pelo clã de Eduardo Cunha têm passado longe dos postos do Detran. O último licenciamento do Porsche Cayenne de Cláudia Cruz, mulher do deputado, foi feito em 2013. O táxi encontrado na casa da família também está com a documentação vencida.

Impeachment

O presidente da Câmara convocou para depois de amanhã reunião que discutirá a nova formação do grupo que analisará o impeachment de Dilma. Mas muitos deputados acham que é melhor jogar a tarefa para a volta do recesso, no início de fevereiro. De preferência, já sem a presença de Cunha na presidência.

Sem condições

“Ele não tem condições políticas e morais de fazer mais nada”, diz Alessandro Molon (Rede).

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