Por bianca.lobianco

Rio - Governistas confiam no instinto de sobrevivência de deputados federais para barrar a derrubada de Dilma Rousseff. A lógica é simples: determinada pelo Supremo Tribunal Federal, a necessidade de o Senado aprovar o início da tramitação do afastamento diminuiu o poder da Câmara e deixou seus integrantes mais expostos.

Ao votar contra a presidente, deputados correriam o risco de brigar com o governo sem qualquer garantia de aprovação posterior do processo de impeachment no Senado, onde a base aliada é mais forte. A permanência de Dilma faria com que esses parlamentares ficassem três anos longe das benesses do poder. 

Missão de paz 1
Pezão e Sérgio Cabral trabalham para reaproximar Leonardo Picciani do grupo de Michel Temer. As conversas têm ocorrido por telefone — um encontro presencial entre os caciques e o vice-presidente deve ser agendado para os próximos dias.

Missão de paz 2
Leonardo Picciani, por sua vez, tem procurado deputados que foram favoráveis à sua deposição da liderança do partido. Quer contornar a polarização causada pela discussão do impeachment.

Derretido
Consenso na situação e na oposição: depois de tudo o que ocorreu na semana passada, Eduardo Cunha derreteu.

Manguinhos aderiu
A Secretaria de Fazenda comemora: a Refinaria Manguinhos, que deve muito dinheiro ao estado, aceitou entrar no plano de refinanciamento de débitos — o montante da dívida é estimado em cerca de R$ 1 bilhão. A empresa vai pagar, por mês, 2% de seu faturamento.

O caçador
Empenhado em conseguir recursos, o secretário de Saúde, Felipe Peixoto, virou especialista em cercar Julio Bueno, secretário de Fazenda e responsável pela administração do combalido e quase vazio cofre do estado. Chega a aparecer de surpresa no gabinete do colega.

Lentidão
Só há poucos dias que o governo federal mandou para o estado R$ 110 milhões referentes à obra do Arco Metropolitano, via inaugurada há um ano e meio. E olha que a quantia é metade da que já deveria ter chegado.


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