Por marlos.mendes
Publicado 22/12/2015 22:55 | Atualizado 23/12/2015 02:45

Rio - Dados coletados pela equipe que faz o anuário ‘Finanças dos municípios fluminenses’ ajudam a explicar o buraco nas contas do estado. Em todo o país, a arrecadação de ICMS entre janeiro e outubro de 2015 caiu 3,8% em relação ao mesmo período de tempo de 2014. Mas, no Estado do Rio, o tombo foi bem maior, de 7%.

Uma explicação é a queda nos preços do petróleo e a Lava Jato, fatores que repercutiram na cadeia de arrecadação ligada ao produto. Viciada em óleo, nossa economia submergiu. 

Grana que não veio
Pezão disse que precisa de R$ 350 milhões para reabrir as emergências de hospitais. Isto representa 7,65% dos R$ 4,57 bilhões que, por conta da diminuição do preço do petróleo, o estado deixou de arrecadar até novembro com royalties e participações especiais.

Dinheiro preso 1
Não vai ser fácil fazer com que cerca de R$ 600 milhões da Petrobras cheguem aos cofres do estado até o fim do ano e amenizem a crise na saúde. Para isso, é preciso que a empresa deposite R$ 500 milhões na Justiça, quantia referente a garantia de débitos tributários. Caberá ao Plantão Judiciário autorizar a liberação de 70% dessa grana.

Dinheiro preso 2
O restante viria de outro depósito da Petrobras, de R$ 280 milhões, na Justiça Federal — uma pendência que envolve diferenças no pagamento de royalties. Caso vença a ação, a Petrobras terá direito a descontos no ICMS.

Abuso
Craque das imagens, o fotógrafo Walter Firmo, de 78 anos, internado no Hospital Miguel Couto, teve, há alguns anos, seu plano de saúde encerrado pela Unimed. Seu filho, Duda Firmo, diz que a família recorreu à Justiça. 

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