Governo não garante que os salários de dezembro saiam em data marcada

Justificativa é a mesma: não há como prever se a arrecadação será suficiente para bancar todas as despesas

Por O Dia

Rio - O governo estadual adiou para o sétimo dia útil de cada mês o pagamento do funcionalismo, mas não tem como garantir que os salários de dezembro sairão na data marcada, 12 de janeiro. A justificativa é a mesma: não há como prever se a arrecadação será suficiente para bancar todas as despesas.

A crise na saúde fez com que os esforços se concentrassem na obtenção de recursos que permitissem a reabertura de hospitais e de UPAs. Agora, governo vai passar a cuidar dos salários, aposentadorias e pensões.

Elite
Beneficiados por liminar que garante o pagamento de seus salários até o dia 30, magistrados e funcionários do Poder Judiciário formam uma elite no funcionalismo. Tabela disponível no site do Tribunal de Justiça mostra que a média de vencimentos brutos (salários mais vantagens) de juízes e desembargadores chegou, no mês passado, a R$ 44.900. O valor líquido médio foi de R$ 32.500.

Penduricalhos
Os vencimentos dos magistrados incluem vantagens como auxílios moradia, alimentação, educação e pré-escolar — em média, esses benefícios representaram R$ 7.900 a mais no salário de cada um deles.

Bons salários
Os serventuários recebem menos, mas é grande a lista dos que embolsam mais de R$ 10 mil por mês.

Grana 1
O governo tem muitos débitos com Organizações Sociais que administram hospitais e UPAs, mas uma boa grana foi repassada a essas organizações em 2015.

Grana 2
Renovado em março, o contrato com a Pró-Saúde, que cuida do Hospital Getúlio Vargas, prevê, nos 12 primeiros meses pagamento de R$ 256 milhões. Dados do site do governo mostram que, até agora, a OS já embolsou R$ 188,955 milhões.

Conselho desprezado
Felipe Peixoto, que deixará a Secretaria de Saúde em meio à maior crise da rede, não ouviu o conselho do presidente de seu partido, o PDT. Contrário à decisão de Peixoto de assumir o cargo, Carlos Lupi fez um alerta: “Na melhor hipótese, secretário de Saúde deixa o cargo vaiado; na pior, sai preso.”

Briga pela liderança
Leonardo Picciani decidiu que, em fevereiro, vai disputar a reeleição para a liderança da bancada do PMDB. Não quer nem comentar a hipótese de tentar a presidência da Câmara — esta eleição só ocorrerá se Eduardo Cunha renunciar ou for afastado.

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